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criptografar

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VPN (Rede Virtual Privada)

é uma tecnologia que permite criar uma conexão segura e privada entre um dispositivo e a internet. É como uma espécie de túnel privado que passa por cima da internet pública, criptografando seus dados e mascarando seu endereço IP para proteger sua privacidade e segurança online. A história da VPN remonta ao final dos anos 1990, quando as empresas começaram a usar conexões dedicadas (linhas alugadas) para conectar suas redes corporativas e permitir que seus funcionários trabalhassem remotamente. Essas conexões dedicadas eram caras e difíceis de configurar, o que levou à criação das primeiras VPNs baseadas em software. A primeira VPN comercialmente disponível foi a Redes Privadas Virtuais (RPV), lançada pela Microsoft em 1996. Desde então, várias empresas e organizações começaram a usar VPNs para proteger seus dados confidenciais e permitir que seus funcionários trabalhassem remotamente de forma segura. Como funciona a VPN? Quando você se conecta a uma VPN, seu dispositivo estabelece um canal criptografado de comunicação com um servidor remoto. Todo o tráfego de dados entre o seu dispositivo e o servidor remoto é criptografado, o que significa que é transformado em códigos que só podem ser lidos por seu dispositivo e pelo servidor remoto. Além disso, quando você usa uma VPN, seu endereço IP é substituído pelo endereço IP do servidor remoto. Isso significa que sua localização física e outros dados pessoais não são facilmente rastreados por sites que você visita e outros usuários da internet. Por que usar uma VPN? Existem várias razões pelas quais você pode querer usar uma VPN. Algumas das principais razões incluem: • Acesso a conteúdo restrito geograficamente: Se você estiver em um país que restringe o acesso a certos sites ou serviços, uma VPN pode permitir que você os acesse como se estivesse em outro lugar. Por exemplo, se você estiver no Brasil e quiser acessar um site que só está disponível nos EUA, uma VPN pode permitir que você se conecte a um servidor nos EUA e acesse o site como se estivesse lá. • Segurança e privacidade online: Quando você usa uma VPN, suas informações são criptografadas e protegidas contra hackers e outros invasores que podem tentar interceptar suas informações. • Proteção de informações pessoais: Quando você está usando uma rede Wi-Fi pública (como em um café ou aeroporto), outras pessoas na mesma rede podem potencialmente interceptar suas informações pessoais e senhas. Uma VPN pode ajudar a proteger suas informações contra esses ataques. • Evitar rastreamento de anúncios: Muitos sites e anunciantes rastreiam sua atividade online para enviar anúncios personalizados. Usar uma VPN pode ajudar a evitar esse rastreamento e manter sua atividade online mais privada. As VPNs estão disponíveis em vários tipos e preços, desde serviços gratuitos até soluções corporativas mais avançadas. Ao escolher uma VPN, é importante verificar a política de privacidade da empresa para garantir que eles não compartilhem suas informações pessoais com terceiros. Além disso, algumas VPNs podem diminuir a velocidade da sua conexão à internet, então é importante escolher um serviço com uma boa reputação e boa qualidade Eu uso a Mullvap VPN.. uma VPN é uma ferramenta importante para manter sua segurança e privacidade online. Com a capacidade de criptografar suas informações, mascarar seu endereço IP e permitir o acesso a conteúdo restrito geograficamente, as VPNs são uma ótima opção para proteger sua presença online.

Assinando uma transação no Tails offline e enviando para a rede via conexão de rede celular.

Parte 1: Configuração e preparação 1. Instalação do Tails: - Baixe a imagem do Tails no site oficial (https://tails.boum.org/).   - depois baixar no site vai Aberta " verificar seu  download" Você vai Verifique no próprio site se o tails que você baixou é tails compilado e desenvolvido pelo equipe Tails. - Grave a imagem do Tails em um pendrive ou cartão de memória usando um software de gravação adequado, como o Rufus. - Reinicie o computador e inicie a partir do pen drive ou cartão de memória que contém o Tails. Certifique-se de configurar o computador para inicializar a partir de um dispositivo externo. - Siga as instruções na tela para completar a configuração do Tails. 2. Configuração do disco persistente: - Após iniciar o Tails, defina uma senha para criptografar o disco persistente. - Abra o menu "Applications" e selecione "Favorites". - Em seguida, escolha "Configure Persistent Volume". - Selecione as opções para salvar no seu pendrive no disco persistente. - Procure pela opção Bitcoin client e habilite-a. - Essa senha é necessária para acessar e salvar seus arquivos e configurações persistentes, incluindo a carteira Electrum. - No menu do Tails, clique em "Applications" e, em seguida, em "Internet". Selecione "Electrum Bitcoin Wallet". - O Electrum será iniciado e você poderá criar uma nova carteira selecionando "Criar uma nova carteira" e escolhendo um nome para a carteira. - Selecione "Carteira padrão" e escolha se deseja criar uma nova carteira ou restaurar a partir de um backup. - Se optar por fazer o backup da carteira, selecione a opção "semente BIP39". - Se desejar adicionar uma passphrase à carteira Electrum, clique no botão "Opção" e escolha "Estender esta semente com a palavra personalizada". Insira uma passphrase forte e siga as instruções para concluir a configuração da carteira. Anote e guarde a passphrase em um local seguro, separadamente das palavras-chave de recuperação (seed). Depois Aberta em "próximo" Vai aparece a Tela "Tipo de script e caminho derivação" Selecionar a opção "Native segwit (p2wpkh) aberta em "próximo" agora vai aparecer uma tela pra adicionar senha para criptógrafa o arquivo da carteira electrum. So insira uma senha. Obs: você tem três senha diferente pra lembrar. Senha disco persistent. Senha passphrse. Senha criptógrafa o arquivo da carteira electrum. Anote e guarde a passphrase em um local seguro, separadamente das palavras-chave de recuperação (seed). - guarde em um local seguro as palavras-chave de recuperação (seed) fornecidas pelo Electrum. Essas palavras são importantes para recuperar sua carteira se você perder o acesso ao Tails. Parte 2: Assinatura e envio da transação Assinatura da transação no Tails (offline): - Desconecte o computador do Tails da internet, removendo o cabo de rede ou desativando a conexão Wi-Fi. 1. No tails vai na opção "Carteira" logo em seguida na opção "informações da carteira" Depois Aberta em exibe o QR Code da chave pública XPUB que está no Tails. Configuração do celular:    - No seu celular, abra a carteira Electrum e clique na opção "Criar nova carteira".    - Atribua um nome à carteira e, em seguida, selecione a opção "Carteira padrão" (Standard Wallet) seguida da opção "Usar chave mestra" (Use Master Key).    - Agora, você precisará escanear com a câmera do celular o código QR da chave pública XPUB que está no Tails. Essa chave mestra permitirá que você acompanhe o saldo e as transações da sua carteira, mas não poderá gastar os fundos ou assinar transações diretamente.    - Toque em "Próxima" para iniciar o processo de sincronização da carteira no celular. Pra recebe pagamento com o celular deixa o Tails totalmente offine. É Só ir na Aba "recebe" depois em "pedir" Você pode copiar o endereço ou exibe o Qrcode pra pagamento. você pode verificar que o endereço de recebe que aparece no celular eo mesmo que está no seu Tails offine. Pra enviar vai na Aba "enviar" Aberta em "escanear" verificar as informações endereço é escolher o valor da taxa. Depois Aberta em "pagar" Vai parece um aviso "transação teve ser substituível ?" Aberta em "sim" Se a taxa foi muito baixa não confimar nos próximos dias para poder aumentar se precisar. Vai exibe na tela a quanti a enviar é total taxa de mineração Aberta em "concluir" Vai mostra quantia a ser enviada ID da transação de saída mas ela não está assinada. Atráves do Qrcode que está no celular você vai exibir Qrcode que você vai escanear com a câmara Web do seu Tails Vai volta no Tails na opção "ferramentas" - logo em seguida escolhar a opção "carregar transação" depois na opção "a partir de um código Qr" vai abrir a câmera do Tails você mostra o código Qr que está no celular para a câmera Tails. No tails vai mostrar todas as informações da transação. Após confimar as informações da transação, clique em "Assinar" Digite a senha da carteira Electrum para desbloquear a chave privada. Em seguida, clique em "Exportar" e selecione a opção "Mostrar como um código QR" No celular aberta em "escanear" O código Qr da transação assinada. Vai aparecer na tela do seu celular Status da transação assinada é informações da transação. Então finalmente você aberta em "Transmitir" para enviar a transação assinada para a rede Bitcoin. Ao optar por usar o Tails como base para criar e assinar transações, você está garantindo a segurança da sua chave privada no ambiente protegido do Tails, enquanto utiliza o celular apenas para visualizar informações e enviar a transação assinada para a rede. Uma medida adicional de segurança é a criptografia do disco persistente do Tails com uma senha forte, juntamente com o uso de senhas fortes para proteger a carteira Electrum e a chave privada. Essas camadas extras de proteção ajudam a manter suas informações seguras. É fundamental tomar todas as precauções necessárias para proteger seus dispositivos. Certifique-se de manter o Tails atualizado, utilizar software confiável para gravá-lo em um pendrive ou cartão de memória, e proteger adequadamente seu dispositivo móvel com senhas e atualizações de segurança. Embora essa abordagem ofereça uma camada mais segura para proteger sua chave privada durante o processo de envio de transações, é importante lembrar de fazer backups regulares das suas palavras-chave de recuperação (seed). Além disso, considere tomar medidas adicionais de segurança de acordo com suas necessidades e recursos disponíveis. Tenha em mente que a segurança absoluta não pode ser garantida, por isso é essencial adotar boas práticas de segurança digital. Seguindo essas orientações e tomando as devidas precauções, você estará fortalecendo a segurança das suas transações ao utilizar o Tails para criar e assinar transações, mantendo a chave privada protegida no ambiente seguro do Tails, e utilizando o celular de forma segura para enviar a transação assinada para a rede. https://youtu.be/abXkgXQ8BvI https://youtu.be/NBj9-TolpvI

PGP (Pretty Good Privacy)

A criptografia é uma técnica que permite proteger informações e manter a privacidade dos dados. É como uma fechadura para suas informações, garantindo que apenas pessoas autorizadas possam acessá-las. A história da criptografia remonta a tempos antigos, quando a criptografia era usada para proteger mensagens militares e diplomáticas. Durante as guerras, a criptografia foi amplamente utilizada para proteger as comunicações militares e confundir o inimigo. Durante a Segunda Guerra Mundial, a criptografia teve um papel crucial no conflito, especialmente na Batalha do Atlântico, onde os Aliados usaram a criptografia para quebrar o código dos nazistas e ganhar vantagem estratégica. Nos anos 90, quando a criptografia estava sendo limitada pelo governo dos EUA, o programador Phil Zimmermann criou o PGP (Pretty Good Privacy), um programa de criptografia de e-mail para ajudar a proteger a privacidade das pessoas. O PGP usa um algoritmo de criptografia assimétrica que usa duas chaves diferentes para codificar e decodificar informações. A primeira chave é conhecida como chave pública e é usada para criptografar a mensagem. A segunda chave é conhecida como chave privada e é usada para decodificar a mensagem. Isso significa que a pessoa que envia a mensagem pode usar a chave pública do destinatário para criptografar a mensagem e enviá-la com segurança. O PGP tornou-se popular rapidamente, tornando-se uma das ferramentas de criptografia mais conhecidas e confiáveis do mundo. É importante porque ajuda a proteger suas informações pessoais contra o roubo de identidade e outras formas de invasão de privacidade online. Quando você envia uma mensagem criptografada com PGP,só quem possui a chave privada correspondente poderá descriptografá-la e ler o conteúdo. Isso significa que, mesmo que outras pessoas interceptem suas mensagens, elas não serão capazes de ler ou roubar suas informações pessoais. Para usar o PGP, você precisa primeiro criar um par de chaves, que consiste em uma chave pública e uma chave privada. Você pode fazer isso usando um software de criptografia como o GPG (GNU Privacy Guard). Depois de criar as chaves, você precisa compartilhar sua chave pública com as pessoas com quem deseja se comunicar. Eles podem usar sua chave pública para criptografar as mensagens que desejam enviar para você. OpenKeychain é um software PGP (Pretty Good Privacy) que permite criptografar, assinar e verificar mensagens e arquivos no seu celular Android. Para utilizar o OpenKeychain, siga os seguintes passos: 1. Baixe e instale o aplicativo OpenKeychain na Aurora Store. https://play.google.com/store/apps/details?id=org.sufficientlysecure.keychain 2. Abra o aplicativo e crie uma nova chave PGP seguindo as instruções fornecidas pelo aplicativo. Você deve escolher um nome de usuário e uma senha forte para proteger sua chave privada. 3. Com a chave PGP criada, você pode assinar, verificar e criptografar mensagens e arquivos. Para assinar uma mensagem, selecione a opção de assinatura e digite a mensagem. O aplicativo adicionará sua assinatura digital à mensagem e a salvará em seu celular. 4. Para verificar a assinatura de uma mensagem, selecione a opção de verificação e insira a mensagem. O aplicativo verificará a assinatura e informará se ela é válida ou não. 5. Para criptografar uma mensagem ou arquivo, selecione a opção de criptografia e insira o arquivo ou mensagem que deseja criptografar. Em seguida, escolha a chave PGP do destinatário e o aplicativo criptografará o conteúdo. 6. Para descriptografar uma mensagem ou arquivo criptografado, selecione a opção de descriptografia e insira o arquivo ou mensagem que deseja descriptografar. Em seguida, digite a senha da sua chave privada para descriptografar o conteúdo. Lembre-se de manter sua chave privada segura e protegida com uma senha forte. Também é importante compartilhar sua chave pública com outras pessoas de maneira segura, para que elas possam enviar mensagens criptografadas para você. https://youtu.be/fptlAx_j4OA https://en.m.wikipedia.org/wiki/PGP_word_list

OpenKeychain é uma aplicação de criptografia de código aberto para Android, Ele usa a tecnologia PGP (Pretty Good Privacy) para criptografar e descriptografar informações.

O PGP é um método de criptografia de chave pública que garante que apenas a pessoa com a chave privada correspondente possa descriptografar as informações. É uma ferramenta poderosa e fácil de usar para proteger suas comunicações e dados pessoais.O OpenKeychain permite gerar pares de chaves de criptografia assimétricas, compostos por uma chave pública e uma chave privada, que permitem cifrar e decifrar mensagens, arquivos e documentos. O OpenKeychain Foi criado por Dominik Schürmann em 2011, com o objetivo de disponibilizar uma ferramenta de criptografia acessível e fácil de usar para usuários de Android. O projeto OpenKeychain teve início quando Dominik Schürmann se deparou com a dificuldade de encontrar uma aplicação de criptografia de e-mail para seu dispositivo Android. Como ele não encontrou uma opção satisfatória no mercado, decidiu criar sua própria solução. O openKeychain é uma das principais opções de criptografia de e-mail para usuários de Android em todo o mundo. Criptografia de e-mail é um processo de proteção das informações contidas em um e-mail, de forma que somente as pessoas autorizadas possam acessá-las. A criptografia envolve a codificação da mensagem original em uma sequência de caracteres ilegíveis, que só podem ser decodificados por alguém que possua a chave de criptografia correspondente.O objetivo da criptografia de e-mail é garantir a privacidade e segurança das informações enviadas por e-mail, especialmente quando se trata de informações confidenciais ou sensíveis. Isso ajuda a prevenir que informações privadas sejam interceptadas ou lidas por pessoas não autorizadas durante a transmissão do e-mail. Para utilizar o OpenKeychain, o usuário deve seguir os seguintes passos: 1. Acesse a F-droid ou obtainium Store em seu dispositivo Android. 2. Abrir o aplicativo e criar uma nova chave PGP seguindo as instruções fornecidas pelo aplicativo. O usuário deve escolher um nome de usuário e uma senha forte para proteger sua chave privada. 3. Com a chave PGP criada, é possível assinar, verificar e criptografar mensagens e arquivos. Para assinar uma mensagem, basta selecionar a opção de assinatura e digitar a mensagem. O aplicativo adicionará a assinatura digital à mensagem e a salvará no celular. 4. Para verificar a assinatura de uma mensagem, selecione a opção de verificação e insira a mensagem. O aplicativo verificará a assinatura e informará se ela é válida ou não. 5. Para criptografar uma mensagem ou arquivo, selecione a opção de criptografia e insira o arquivo ou mensagem que deseja criptografar. Em seguida, escolha a chave PGP do destinatário e o aplicativo criptografará o conteúdo. 6. Para descriptografar uma mensagem ou arquivo criptografado, selecione a opção de descriptografia e insira o arquivo ou mensagem que deseja descriptografar. Em seguida, digite a senha da sua chave privada para descriptografar o conteúdo. Lembre-se de manter sua chave privada segura e protegida com uma senha forte. Também é importante compartilhar sua chave pública com outras pessoas de maneira segura, para que elas possam enviar mensagens criptografadas para você. https://github.com/open-keychain/open-keychain https://youtu.be/fptlAx_j4OA

Por que eu escrevi PGP

Philip Zimmermann Parte do Guia do Usuário PGP Original de 1991 (atualizado em 1999) "Tudo o que você fizer será insignificante, mas é muito importante que você o faça." -Mahatma Gandhi É pessoal. É privado. E não é da conta de ninguém, apenas sua. Você pode estar planejando uma campanha política, discutindo seus impostos ou tendo um caso ilícito. Ou você pode estar se comunicando com um dissidente político em um país repressor. Seja o que for, você não quer que seu correio eletrônico privado (e-mail) ou documentos confidenciais sejam lidos por mais ninguém. Não há nada de errado em afirmar sua privacidade. A privacidade é tão fácil quanto a Constituição. O direito à privacidade está implícito na Declaração de Direitos. Mas quando a Constituição dos Estados Unidos foi elaborada, os Pais Fundadores não viram necessidade de especificar explicitamente o direito a uma conversa privada. Isso teria sido bobo. Duzentos anos atrás, todas as conversas eram privadas. Se alguém estivesse ao alcance da voz, você poderia simplesmente ir atrás do celeiro e conversar lá. Ninguém poderia ouvir sem o seu conhecimento. O direito a uma conversa privada era um direito natural, não apenas no sentido filosófico, mas no sentido da lei da física, dada a tecnologia da época. Mas com a chegada da era da informação, começando com a invenção do telefone, tudo isso mudou. Agora, a maioria de nossas conversas é conduzida eletronicamente. Isso permite que nossas conversas mais íntimas sejam expostas sem o nosso conhecimento. Chamadas de telefone celular podem ser monitoradas por qualquer pessoa com um rádio. O correio eletrônico, enviado pela Internet, não é mais seguro do que as chamadas de telefone celular. O e-mail está substituindo rapidamente o correio postal, tornando-se a norma para todos, não a novidade que era no passado. Até recentemente, se o governo quisesse violar a privacidade dos cidadãos comuns, eles tinham que gastar uma certa quantia de dinheiro e trabalho para interceptar, abrir e ler a correspondência em papel. Ou eles tinham que ouvir e possivelmente transcrever conversas telefônicas faladas, pelo menos antes que a tecnologia de reconhecimento automático de voz se tornasse disponível. Esse tipo de monitoramento trabalhoso não era prático em larga escala. Isso só foi feito em casos importantes, quando parecia valer a pena. É como pegar um peixe de cada vez, com linha e anzol. Hoje, o e-mail pode ser verificado rotineira e automaticamente em busca de palavras-chave interessantes, em grande escala, sem detecção. Isso é como pescar com rede de deriva. E o crescimento exponencial no poder do computador está tornando a mesma coisa possível com o tráfego de voz. Talvez você pense que seu e-mail é legítimo o suficiente para que a criptografia seja injustificada. Se você realmente é um cidadão cumpridor da lei, sem nada a esconder, por que não envia sempre sua correspondência em cartões postais? Por que não se submeter a testes de drogas sob demanda? Por que exigir um mandado para buscas policiais em sua casa? Você está tentando esconder alguma coisa? Se você esconde sua correspondência dentro de envelopes, isso significa que você deve ser um subversivo ou um traficante de drogas, ou talvez um maluco paranóico? Os cidadãos cumpridores da lei precisam criptografar seus e-mails? E se todos acreditassem que cidadãos cumpridores da lei deveriam usar cartões-postais como correspondência? Se um inconformista tentasse afirmar sua privacidade usando um envelope para sua correspondência, isso atrairia suspeitas. Talvez as autoridades abram sua correspondência para ver o que ele está escondendo. Felizmente, não vivemos nesse tipo de mundo, porque todos protegem a maior parte de suas correspondências com envelopes. Portanto, ninguém levanta suspeitas afirmando sua privacidade com um envelope. Há segurança nos números. Analogamente, seria bom se todos usassem rotineiramente a criptografia para todos os seus e-mails, inocentes ou não, para que ninguém levantasse suspeitas afirmando a privacidade de seu e-mail com criptografia. Pense nisso como uma forma de solidariedade. O Projeto de Lei 266 do Senado, um projeto de lei anticrime abrangente de 1991, tinha uma medida inquietante enterrada nele. Se essa resolução não vinculante tivesse se tornado lei real, teria forçado os fabricantes de equipamentos de comunicação segura a inserir "alçapões" especiais em seus produtos, para que o governo pudesse ler as mensagens criptografadas de qualquer pessoa. Ele diz: "É o entendimento do Congresso que os provedores de serviços de comunicações eletrônicas e os fabricantes de equipamentos de serviços de comunicações eletrônicas devem garantir que os sistemas de comunicações permitam ao governo obter o conteúdo de texto simples de voz, dados e outras comunicações quando devidamente autorizado por lei ." Foi esse projeto de lei que me levou a publicar o PGP eletronicamente gratuitamente naquele ano, O Communications Assistance for Law Enforcement Act (CALEA) de 1994 determinou que as empresas de telefonia instalassem portas de escuta remota em seus comutadores digitais do escritório central, criando uma nova infraestrutura de tecnologia para escutas telefônicas "apontar e clicar", para que os agentes federais não precisassem mais ir para fora e anexar clipes jacaré às linhas telefônicas. Agora eles poderão se sentar em seu quartel-general em Washington e ouvir suas ligações. Claro, a lei ainda exige uma ordem judicial para uma escuta telefônica. Mas enquanto as infraestruturas tecnológicas podem persistir por gerações, as leis e políticas podem mudar da noite para o dia. Uma vez consolidada uma infraestrutura de comunicações otimizada para vigilância, uma mudança nas condições políticas pode levar ao abuso desse novo poder. As condições políticas podem mudar com a eleição de um novo governo, Um ano após a aprovação da CALEA, o FBI divulgou planos para exigir que as companhias telefônicas construíssem em sua infraestrutura a capacidade de grampear simultaneamente 1% de todas as chamadas telefônicas em todas as principais cidades dos Estados Unidos. Isso representaria um aumento de mais de mil vezes em relação aos níveis anteriores no número de telefones que poderiam ser grampeados. Nos anos anteriores, havia apenas cerca de mil escutas telefônicas ordenadas pelo tribunal nos Estados Unidos por ano, nos níveis federal, estadual e local combinados. É difícil ver como o governo poderia contratar juízes suficientes para assinar ordens de escuta telefônica suficientes para grampear 1% de todas as nossas ligações, muito menos contratar agentes federais suficientes para sentar e ouvir todo esse tráfego em tempo real. A única maneira plausível de processar essa quantidade de tráfego é um aplicativo orwelliano massivo de tecnologia de reconhecimento de voz automatizado para filtrar tudo, procurando palavras-chave interessantes ou a voz de um falante específico. Se o governo não encontrar o alvo na primeira amostra de 1%, os grampos podem ser transferidos para um 1% diferente até que o alvo seja encontrado, ou até que a linha telefônica de todos tenha sido verificada quanto a tráfego subversivo. O FBI disse que precisa dessa capacidade para planejar o futuro. Este plano provocou tanta indignação que foi derrotado no Congresso. Mas o simples fato de o FBI ter pedido esses amplos poderes é revelador de sua agenda. Para encontrar o alvo na primeira amostra de 1%, os grampos podem ser alterados para um 1% diferente até que o alvo seja encontrado ou até que a linha telefônica de todos tenha sido verificada quanto a tráfego subversivo. O FBI disse que precisa dessa capacidade para planejar o futuro. Este plano provocou tanta indignação que foi derrotado no Congresso. Mas o simples fato de o FBI ter pedido esses amplos poderes é revelador de sua agenda. Para encontrar o alvo na primeira amostra de 1%, os grampos podem ser alterados para um 1% diferente até que o alvo seja encontrado ou até que a linha telefônica de todos tenha sido verificada quanto a tráfego subversivo. O FBI disse que precisa dessa capacidade para planejar o futuro. Este plano provocou tanta indignação que foi derrotado no Congresso. Mas o simples fato de o FBI ter pedido esses amplos poderes é revelador de sua agenda. Os avanços da tecnologia não permitirão a manutenção do status quo, no que diz respeito à privacidade. O status quo é instável. Se não fizermos nada, as novas tecnologias darão ao governo novas capacidades de vigilância automática com as quais Stalin jamais poderia ter sonhado. A única maneira de manter a privacidade na era da informação é uma criptografia forte. Você não precisa desconfiar do governo para querer usar criptografia. Sua empresa pode ser grampeada por rivais comerciais, crime organizado ou governos estrangeiros. Vários governos estrangeiros, por exemplo, admitem usar sua inteligência de sinais contra empresas de outros países para dar vantagem competitiva às suas próprias corporações. Ironicamente, as restrições do governo dos Estados Unidos à criptografia na década de 1990 enfraqueceram as defesas corporativas dos Estados Unidos contra a inteligência estrangeira e o crime organizado. O governo sabe o papel fundamental que a criptografia está destinada a desempenhar no relacionamento de poder com seu povo. Em abril de 1993, o governo Clinton revelou uma nova e ousada iniciativa de política de criptografia, que estava em desenvolvimento na Agência de Segurança Nacional (NSA) desde o início do governo Bush. A peça central dessa iniciativa foi um dispositivo de criptografia construído pelo governo, chamado chip Clipper, contendo um novo algoritmo de criptografia classificado pela NSA. O governo tentou encorajar a indústria privada a incluí-lo em todos os seus produtos de comunicação segura, como telefones seguros, faxes seguros e assim por diante. A AT&T colocou o Clipper em seus produtos de voz seguros. O problema: no momento da fabricação, cada chip Clipper é carregado com sua própria chave exclusiva, e o governo fica com uma cópia, colocada sob custódia. Não se preocupe, embora - o governo promete que usará essas chaves para ler seu tráfego somente "quando devidamente autorizado por lei". Obviamente, para tornar o Clipper completamente eficaz, o próximo passo lógico seria proibir outras formas de criptografia. O governo inicialmente alegou que o uso do Clipper seria voluntário, que ninguém seria forçado a usá-lo em vez de outros tipos de criptografia. Mas a reação do público contra o chip Clipper foi forte, mais forte do que o governo esperava. A indústria de computadores proclamou monoliticamente sua oposição ao uso do Clipper. O diretor do FBI, Louis Freeh, respondeu a uma pergunta em uma entrevista coletiva em 1994, dizendo que se Clipper não conseguisse obter apoio público e as escutas telefônicas do FBI fossem bloqueadas por criptografia não controlada pelo governo, seu escritório não teria escolha a não ser buscar alívio legislativo. . Mais tarde, após a tragédia de Oklahoma City, o Sr. O governo tem um histórico que não inspira confiança de que nunca abusará de nossas liberdades civis. O programa COINTELPRO do FBI tinha como alvo grupos que se opunham às políticas governamentais. Eles espionaram o movimento antiguerra e o movimento pelos direitos civis. Eles grampearam o telefone de Martin Luther King. Nixon tinha sua lista de inimigos. Depois, houve a confusão de Watergate. Mais recentemente, o Congresso tentou ou conseguiu aprovar leis restringindo nossas liberdades civis na Internet. Alguns elementos da Casa Branca de Clinton coletaram arquivos confidenciais do FBI sobre funcionários públicos republicanos, possivelmente para exploração política. E alguns promotores excessivamente zelosos mostraram vontade de ir até os confins da Terra em busca de expor as indiscrições sexuais de inimigos políticos. Ao longo da década de 1990, percebi que, se quisermos resistir a essa tendência inquietante do governo de proibir a criptografia, uma medida que podemos aplicar é usar a criptografia o máximo que pudermos agora, enquanto ainda é legal. Quando o uso de criptografia forte se torna popular, é mais difícil para o governo criminalizá-la. Portanto, usar o PGP é bom para preservar a democracia. Se a privacidade for proibida, apenas os criminosos terão privacidade. Parece que a implantação do PGP deve ter funcionado, juntamente com anos de constante protesto público e pressão da indústria para relaxar os controles de exportação. Nos últimos meses de 1999, o governo Clinton anunciou uma mudança radical na política de exportação de tecnologia criptográfica. Eles basicamente jogaram fora todo o regime de controle de exportação. Agora, finalmente podemos exportar criptografia forte, sem limites superiores de força. Foi uma longa luta, mas finalmente vencemos, pelo menos na frente de controle de exportação nos EUA. Agora devemos continuar nossos esforços para implantar criptografia forte, para atenuar os efeitos do aumento dos esforços de vigilância na Internet por vários governos. E ainda precisamos consolidar nosso direito de usá-lo domesticamente, apesar das objeções do FBI. O PGP permite que as pessoas tomem sua privacidade em suas próprias mãos. Tem havido uma crescente necessidade social para isso. Foi por isso que o escrevi. Philip R. Zimmermann Boulder, Colorado, junho de 1991 (atualizado em 1999) https://www.philzimmermann.com/EN/essays/WhyIWrotePGP.html