#

tecnologia

(11 articles)

Briar é um aplicativo de mensagens projetado para ativistas, jornalistas e qualquer pessoa que precise de uma maneira segura, fácil e robusta de se comunicar.

Ao contrário dos aplicativos de mensagens tradicionais, o Briar não depende de um servidor central - as mensagens são sincronizadas diretamente entre os dispositivos dos usuários. Se a internet cair, o Briar pode sincronizar via Bluetooth ou Wi-Fi, mantendo o fluxo de informações em uma crise. Se a internet estiver ativa, o Briar pode sincronizar via rede Tor, protegendo os usuários e seus relacionamentos da vigilância. O Briar foi criado em 2014 por um grupo de desenvolvedores alemães liderado por Michael Rogers. O objetivo era desenvolver um aplicativo que fosse seguro e privado o suficiente para ser usado em situações de repressão governamental e em outras regiões com censura e vigilância online. A equipe recebeu financiamento do Open Technology Fund e outros patrocinadores para desenvolver o aplicativo. Briar usa conexões diretas e criptografadas entre usuários para evitar vigilância e censura. https://nostr.build/i/nostr.build_5fd2ffa577e4d9978199ba8e957cf9334efd40b3a648e504f24728e94c2a961a.jpg Briar pode compartilhar dados via Wi-Fi, Bluetooth e Internet. https://nostr.build/i/nostr.build_1a2762f68f623f5598174801f01d89967197c5333dc52a0ff81a850d9afbefa9.png A Briar fornece mensagens privadas, fóruns públicos e blogs protegidos contra as seguintes ameaças de vigilância e censura: • Vigilância de metadados. Briar usa a rede Tor para impedir que os bisbilhoteiros descubram quais usuários estão conversando entre si. A lista de contatos de cada usuário é criptografada e armazenada em  seu próprio dispositivo. • Vigilância de conteúdo. Toda a comunicação entre os dispositivos é criptografada de ponta a ponta, protegendo o conteúdo contra espionagem ou adulteração. • Filtragem de conteúdo. A criptografia de ponta a ponta do Briar impede a filtragem de palavras-chave e, devido ao seu design descentralizado, não há servidores para bloquear. • Ordens de retirada. Todo usuário que se inscreve em um fórum mantém uma cópia de seu conteúdo, portanto, não há um único ponto em que uma postagem possa ser excluída. • Ataques de negação de serviço. Os fóruns de Briar não têm um servidor central para atacar, e todo assinante tem acesso ao conteúdo, mesmo que esteja offline. • Apagões da Internet. O Briar pode operar por Bluetooth e Wi-Fi para manter o fluxo de informações durante os apagões. Acesse a F-droid ou Google play story em seu dispositivo Android. Crie uma conta Quando abrir o app Briar pela primeira vez, você será convidado a criar uma conta. Sua conta será armazenada seguramente em seu dispositivo, criptografada com sua senha. Escolha um apelido com cuidado pois não poderá alterá-lo depois. Você pode escolher o mesmo apelido que outra pessoa, assim como na vida real. Escolha uma senha que seja difícil de adivinhar mas fácil de lembrar. Se você esquecer sua senha, não haverá como recuperar o acesso à sua conta. Se você precisar deletar sua conta rapidamente, apenas desinstale o app Briar. Adicione um contato Após criar a sua conta você verá uma lista vazia de contatos. Para adicionar um contato, pressione no botão de mais (+). Há duas opções, dependendo se a pessoa que você quer adicionar está próxima. Se a pessoa que você quer adicionar está próxima, escolha “Adicionar contato que está próximo”. Se a pessoa que você quer adicionar não está próxima e você tem acesso à Internet, escolha “Adicionar contato à distância”. Adicione um contato próximo Quando você escolhe “Adicionar contato que está próximo”, o Briar pedirá permissão para usar sua câmera para escanear o código QR do seu contato. O Briar tambem pedirá permissão para acessar sua localização, para que possa se conectar ao seu contato por Bluetooth. O Briar não armazena, compartilha ou faz upload da sua localização, mas essa permissão é necessária para descobrir dispositivos Bluetooth próximos. Finalmente, o Briar pedirá permissão para ligar o Bluetooth e tornar seu dispositivo visível para dispositivos Bluetooth próximos por um curto perído de tempo. Após conceder todas essas permissões, o Briar mostrará um código QR e uma visualização de câmera. Escaneie o código QR de seu contato e deixe ele escanear o seu. Após uns 30 segundos seus dispositivos devem estar conectados e seu contato adicionado à sua lista de contatos. Se seus dispositivos não se conectarem, vocês devem voltar à lista de contatos e iniciar o processo de novo. Adicione um contato à distância Quando você escolhe “Adicionar contato à distância”, o Briar mostrará um link que você deve enviar para a pessoa que deseja adicionar. Você pode enviar o link por outro app como o Element , Simplesxchat . Seu contato tambem precisa te enviar o link dele. Cole o link de seu contato e escolha um apelido para ele. Se você e seu contato estão conectados ao Briar e têm acesso à Internet, então seu contato deve ser adicionado à sua lista de contatos dentro de alguns minutos. Envie uma mensagem Após adicionar seu primeiro contato, toque em seu nome na lista de contatos para enviar-lhe sua primeira mensagem. O círculo próximo ao nome de seu contato ficará verde quando o Briar estiver conectado ao seu contato via Internet, Wi-Fi ou Bluetooth. Apresente os seus contatos Você pode usar o recurso de apresentação para apresentar dois contatos seus entre si, para que eles não precisem se encontrar pessoalmente para se adicionarem. Comunique-se sem Internet O alcance do Bluetooth e do Wi-Fi está em torno de 10 metros, a depender dos obstáculos. Claramente isso não é suficiente para se comunicar através de uma cidade ou mesmo de um prédio grande. Então, quando o Briar recebe uma mensagem de um contato que está próximo, ele armazena a mensagem e pode depois repassá-la para outros contatos, quando eles estiverem em alcance (por exemplo, quando você for de um local para outro). Por favor, note que o Briar só vai sincronizar mensagens com os seus contatos, não com estranhos próximos que tenham o Briar. E só vai sincronizar as mensagens que você escolheu compartilhar com cada contato. Por exemplo, se você convida seus contatos X e Y para entrar em um fórum e eles aceitam, as mensagens nesse forum serão sincronizadas com X ou Y sempre que estiverem em alcance. Logo, você pode receber mensagens de fórum de X em um local, ir até outro local e entregar essas mensagens para Y. Mas isso não funciona para mensagens privadas: elas apenas são sincronizadas diretamente entre o remetente e o destinatário. Conecte-se com seus contatos sem Internet Quando você se encontrar com um de seus contatos do Briar, você pode usar o recurso “Conectar via Bluetooth” na tela da conversa para fazer uma conexão Bluetooth entre seus dispositivos. Após fazer isso uma vez, seus dispositivos devem se conectar automaticamente no futuro, mas isso pode levar um minuto ou dois após seu contato entrar em alcance. Se você não quiser esperar, pode usar o recurso “Conectar via Bluetooth” de novo para fazer a conexão imeditamente. Se um grupo de pessoas dentro do alcance de Wi-Fi quiser se comunicar, pode ser útil criar um hotspot Wi-Fi no celular de uma pessoa. Mesmo que o hotspot não tenha acesso à Internet, o Briar pode usá-lo para se comunicar com contatos conectados ao mesmo hotspot. Se é muito arriscado carregar seu celular de um lugar para outro (por conta de pontos de revista policial, por exemplo), você pode sincronizar mensagens criptografadas usando um pendrive USB ou cartão SD para carregá-las mais discretamente. https://youtu.be/sKuljekMzTc https://github.com/briar/briar

Esses oito livros abrangem uma ampla gama de tópico relacionados à criptografia,hackers, privacidade,tecnologia da informação e ficção científica , Cyberpunk. Cada um deles oferece perspectivas únicas e informações valiosas dentro de suas respectivas áreas.

https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_2784056465836057271705780424.webp Cypherpunks: Liberdade e o Futuro da Internet" é um livro escrito por Julian Assange, Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann, lançado em 2012. Nesta obra, os autores, que são ativistas e especialistas em tecnologia, exploram questões cruciais relacionadas à privacidade, vigilância e liberdade no contexto da era digital. Os "cypherpunks" são indivíduos que advogam pelo uso da criptografia e de tecnologias de anonimato para proteger a privacidade e a liberdade na Internet. Ao longo do livro, os autores discutem os perigos representados pela vigilância em massa, seja por governos ou por grandes corporações, e enfatizam a importância da privacidade como um elemento fundamental da liberdade individual e da sociedade em geral. os autores abordam as implicações políticas e sociais da era digital, destacando o poder da informação e o papel dos cidadãos na defesa de seus direitos e liberdades. Eles oferecem uma análise crítica sobre o futuro da Internet, delineando estratégias para que os indivíduos resistam à crescente vigilância e defendam a privacidade online. O livro é uma chamada à ação, ressaltando a necessidade de conscientização e mobilização coletiva para garantir um futuro da Internet que seja livre, aberto e que respeite a privacidade dos usuários. Os autores compartilham sua visão de um mundo em que a privacidade e a liberdade são preservadas, instigando os leitores a se engajarem ativamente na defesa desses valores em nossa sociedade cada vez mais conectada. https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_7274457873344200511705780708.webp Little Brother ou Pequeno Irmão , escrito por cory doctorow lançado em 2011. Marcus, um adolescente de 17 anos, é um especialista em contornar os sistemas de segurança invasivos da escola e um hábil hacker na internet. Ele vive em um futuro próximo, onde a vigilância governamental é onipresente, mas sua astúcia o permite evitar a detecção. Conhecido pelo pseudônimo "w1n5t0n", ele está confiante em suas habilidades e conhecimentos. No entanto, a vida de Marcus muda drasticamente quando ele e seus amigos são pegos em meio a um devastador ataque terrorista em São Francisco. Presos pelo Departamento de Segurança, são submetidos a interrogatórios implacáveis em uma prisão secreta. Após serem finalmente libertados, Marcus descobre que a cidade está em estado de lei marcial, com todos os cidadãos tratados como potenciais terroristas. Para piorar, suas atividades são constantemente monitoradas pelo Departamento. Desacreditado e sem ninguém em quem confiar, Marcus decide tomar medidas drásticas para desafiar o sistema. Ele está determinado a derrubar o aparato de vigilância e restaurar a liberdade individual. Utilizando suas habilidades em hacking e a ajuda de outros ativistas, Marcus embarca em uma arriscada missão para expor as violações dos direitos civis e conscientizar a população sobre os perigos da vigilância em massa. Em sua jornada, Marcus confronta desafios emocionantes e dilemas éticos, enfrentando a escolha entre a segurança e a liberdade. "O Pequeno Irmão" retrata um futuro distópico próximo, abordando temas como privacidade, liberdade individual e a luta contra a opressão governamental. Marcus se torna um símbolo de resistência, defendendo a importância dos direitos civis e o poder das ações individuais para desafiar um sistema opressor. https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_3284662619648645131705781007.webp Fantasma no Sistema , escrito por Kevin Mitnick e publicado em 2013, é um livro fascinante que nos leva às experiências do autor como hacker e fugitivo, oferecendo uma visão detalhada do mundo da cibersegurança, com ênfase nas técnicas de hacking, engenharia social e façanhas de Mitnick. A edição brasileira do livro conta com um prefácio exclusivo escrito por Wanderley STORM Abreu Junior, especialista em Criptografia & Segurança de Computadores formado pelo Massachusetts Institute of Technology. Esse prefácio ressalta a importância e a relevância do conteúdo de "Fantasma no Sistema" para os tempos atuais, em que exércitos utilizam as redes de computadores como uma frente de batalha e revoluções são organizadas por meio eletrônico. Mitnick compartilha histórias emocionantes de suas proezas no mundo do hacking, revelando detalhes impressionantes, como a clonagem de celulares e a escuta de conversas alheias por meio dos aparelhos OKI 900. Ele mergulha nas intricadas artimanhas que utilizou para se passar por seu perseguidor, aplicando as próprias técnicas descritas em seu guia sobre o uso desses dispositivos. O livro também nos transporta para a época em que a internet estava em seus estágios iniciais no Brasil, com a chegada dos primeiros provedores de internet, como IBASE, Alternex, Mandic e Inside. Mitnick descreve vividamente como a internet estava apenas engatinhando naquela época e como ele e sua geração de hackers desbravaram esse mundo novo e sem fronteiras, em busca de informação livre e ilimitada. Ao longo da obra, Mitnick reflete sobre a ética dos jovens que ansiavam pela liberdade da informação, contrapondo-a às burocracias invisíveis que permeiam quase todos os aspectos de nossas vidas. Ele destaca a facilidade com que um hacker habilidoso e persuasivo pode subverter essas engrenagens e desafiar governos poderosos e grandes corporações. Fantasma no Sistema é um livro emocionante e envolvente que proporciona aos leitores uma visão detalhada das experiências de Kevin Mitnick como hacker e fugitivo. A obra explora as técnicas de hacking, a engenharia social e o contexto da época em que Mitnick atuava, enfatizando a importância da ética, da busca por informação livre e da segurança cibernética no mundo digital contemporâneo. É uma leitura essencial para aqueles interessados em cibersegurança, histórias cativantes e a evolução da tecnologia. https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_7180310666415108911705781403.webp Future Crimes: Tudo Está Conectado, Todos Somos Vulneráveis e o que Podemos Fazer Sobre Isso" é um livro escrito por Marc Goodman lançado em 2018 , que explora os perigos e desafios da era digital em que vivemos. O autor argumenta que, embora a tecnologia tenha trazido inúmeros benefícios, também abriu caminho para uma ampla gama de crimes cibernéticos e ameaças à segurança. O livro abrange uma série de tópicos relacionados à segurança digital e crimes do futuro. Goodman discute os diferentes tipos de cibercrimes, incluindo roubo de identidade, hacking, espionagem cibernética, extorsão online e terrorismo digital. Ele explora como esses crimes estão interconectados e como os criminosos estão se aproveitando das vulnerabilidades dos sistemas digitais para obter vantagens. Goodman destaca a rápida evolução da tecnologia e como isso tem impactado a segurança. Ele discute os perigos da Internet das Coisas (IoT), em que dispositivos cotidianos estão se tornando cada vez mais conectados à internet, tornando-se potenciais pontos de entrada para ataques cibernéticos. Ele também explora o crescimento do crime organizado digital, onde grupos criminosos estão se tornando altamente sofisticados em suas operações online. Além de descrever os desafios e perigos, o autor também fornece orientações sobre como indivíduos, empresas e governos podem se proteger melhor contra os crimes digitais. Ele explora a importância da conscientização, da educação e da implementação de medidas de segurança robustas. Ele destaca a necessidade de colaboração entre diferentes setores da sociedade para combater efetivamente os crimes cibernéticos. Future Crimes é um livro que explora os riscos e desafios enfrentados na era digital. Marc Goodman destaca a interconexão de todos os aspectos de nossas vidas com a tecnologia e a importância de estar ciente das ameaças digitais. O livro oferece informações valiosas e orientações práticas sobre como proteger-se contra crimes cibernéticos e promover uma sociedade mais segura no mundo digital. O Livro dos Códigos: Ciência do Sigilo - Do Antigo Egito à Criptografia Quântica" escrito por Simon Singh lançado em 2001. é uma exploração abrangente da história da criptografia e do poder do sigilo ao longo dos séculos. O autor mergulha na história e nas histórias por trás dos códigos secretos, revelando como eles foram usados para proteger informações e comunicações importantes. Simon Singh aborda os desafios enfrentados pelos criptógrafos ao longo da história e explora as técnicas que eles desenvolveram para superar esses desafios. O livro revela a importância vital da criptografia em momentos cruciais, como a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, onde a comunicação segura e a decodificação de mensagens desempenharam papéis fundamentais. Com clareza e acessibilidade, o autor apresenta explicações técnicas e matemáticas, permitindo que os leitores compreendam as complexidades por trás dos códigos e cifras. Além disso, o livro retrata as notáveis personalidades que escreveram e quebraram os códigos mais difíceis do mundo, destacando a genialidade e a persistência desses criptógrafos ao longo da história. Desde o Antigo Egito até os avanços modernos da criptografia, incluindo a criptografia quântica, "O Livro dos Códigos" proporciona uma visão fascinante da importância da segurança da informação e da proteção da privacidade. Essa obra envolvente e informativa mudará para sempre a visão dos leitores sobre a história e o poder do sigilo, levantando questionamentos sobre a privacidade em nossas comunicações diárias. https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_6573283782088705521705781773.webp Quando o Google Encontrou o Wikileaks é um livro escrito por Julian Assange e colaboração do jornalista David Leigh, lançado em 2015. O livro relata os bastidores da colaboração entre o WikiLeaks e o Google durante os eventos que levaram à divulgação de informações confidenciais do governo americano em 2010. O livro começa apresentando o surgimento do WikiLeaks como uma plataforma que busca promover a transparência e a liberdade de informação. Julian Assange compartilha sua visão de divulgar documentos secretos para desafiar o poder institucional e revelar a verdade oculta ao público. O ponto central da história é o vazamento de centenas de milhares de documentos diplomáticos e militares dos Estados Unidos por Chelsea Manning, ex-analista de inteligência do Exército americano. Esses documentos revelaram uma série de segredos, como operações militares questionáveis, diplomacia confidencial e informações sensíveis sobre governos estrangeiros. Assange descreve sua busca por um parceiro de mídia que pudesse auxiliar na análise e divulgação desses documentos. Nesse contexto, ele encontra o Google, uma das empresas de tecnologia mais influentes do mundo, representada por Eric Schmidt, então CEO, e Jared Cohen, diretor de políticas públicas. O livro explora os encontros e desentendimentos entre Assange e os representantes do Google. Assange destaca a tensão entre a filosofia do WikiLeaks, baseada na total transparência, e a abordagem mais cautelosa adotada pelo Google, preocupado com os riscos de segurança e as possíveis consequências geopolíticas das revelações. Ao longo da narrativa, o livro também aborda as implicações políticas e legais do vazamento dos documentos e as ações do governo americano para prender Assange, acusando-o de espionagem e conspiração. Quando o Google Encontrou o Wikileaks" oferece uma perspectiva única dos bastidores da colaboração entre o WikiLeaks e o Google, revelando os conflitos ideológicos, as tensões e os desafios enfrentados pelos envolvidos no vazamento e na divulgação dessas informações confidenciais. Além disso, o livro apresenta um encontro entre Julian Assange e Eric Schmidt, presidente do Google, no qual discutem os problemas políticos enfrentados pela sociedade contemporânea, desde a Primavera Árabe até o Bitcoin, e as respostas tecnológicas geradas pela rede global para esses dilemas. Julian Assange aborda as consequências da acumulação de poder pelo Google no século XXI, evidenciando as divergências de opiniões entre ele e Schmidt sobre o destino do mundo e das novas tecnologias. Assange destaca que as tecnologias de informação e comunicação não são neutras, alertando para a natureza ambivalente dessas ferramentas. Ele ressalta que o Google, assim como outras empresas de tecnologia, acumula poder político e integra o sistema de controle, vigilância e expansão do poder do Estado norte-americano. Quando o Google Encontrou o Wikileaks" é um livro fascinante e alarmante, que revela os polos opostos em que Assange e Schmidt se encontram, destacando a disputa ideológica acirrada sobre o futuro da internet. A obra recebeu destaque na imprensa internacional, sendo noticiada em jornais como The Guardian e The Independent, fazendo parte da empreitada de Assange para revolucionar as formas de acesso à informação. Ao explorar os encontros e desentendimentos entre Assange e os representantes do Google, o livro revela os debates acalorados sobre a liberdade de informação, a privacidade dos usuários e o poder das grandes empresas de tecnologia. A visão de Assange de uma internet livre e descentralizada contrasta com a visão mais cautelosa do Google, considerando questões de política externa e as relações entre governo e empresas. A obra também analisa as implicações políticas e legais do vazamento dos documentos, expondo as ações do governo americano para prender Assange e as acusações de espionagem e conspiração. Nesse contexto, o livro traz à tona o debate sobre o equilíbrio entre a segurança nacional, a liberdade de imprensa e os direitos individuais. https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_6564907436436036761705782013.webp Crypto: How the Code Rebels Beat the Government—Saving Privacy in the Digital Age. escrito por Steven Levy lançado em 2001. Narra a história fascinante de um grupo de indivíduos conhecidos como rebeldes cripto. Esses rebeldes incluíam nerds, visionários e defensores da privacidade, que se uniram para lutar pela proteção dos dados pessoais e pela privacidade na Internet. Através de uma narrativa envolvente, Levy explora como esses indivíduos pioneiros se tornaram combatentes da liberdade, desafiando as tentativas governamentais de controlar e restringir a criptografia, que é essencial para a segurança das comunicações digitais e da privacidade online. Ao longo do livro, Levy mergulha nas histórias e nos casos emblemáticos que moldaram a batalha entre os defensores da privacidade e o Big Brother digital. Ele explora como a criptografia se tornou um ponto focal dessa luta, permitindo que as pessoas protegessem suas informações pessoais e se comunicassem de forma segura na era digital. O autor destaca a convergência de interesses corporativos nessa batalha. À medida que as empresas se tornavam cada vez mais dependentes da criptografia para proteger seus dados comerciais e a confiança de seus clientes, elas se juntaram aos "rebeldes cripto" na defesa da privacidade e contra as ameaças à segurança cibernética. Através da combinação de narrativa histórica e análise atualizada, Levy apresenta uma história cativante que parece saída de um romance futurista. Ele destaca como os esforços coletivos desses indivíduos e organizações, unidos por um objetivo comum, tiveram um impacto significativo na proteção da privacidade na era digital. O livro Crypto oferece uma visão aprofundada de como os "rebeldes cripto" se uniram a interesses corporativos para superar os desafios do governo e garantir a privacidade na Internet. É uma leitura envolvente que revela a importância da criptografia e dos defensores da privacidade na era digital. https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_7774691173064056751705782211.webp A Trilogia do Sprawl, composta pelos livros "Neuromancer", "Count Zero" e "Mona Lisa Overdrive", escritos por William Gibson, "Neuromancer" foi publicado em 1984, o que o torna o primeiro livro da trilogia. "Count Zero" foi lançado em 1986, e "Mona Lisa Overdrive" em 1988. Esses três livros foram escritos durante a década de 1980 é considerada uma das precursoras do gênero cyberpunk. Essas três obras compartilham a mesma linha do tempo e estão conectadas por personagens e temas que se entrelaçam ao longo da trilogia. "Neuromancer" é o primeiro livro da trilogia e se passa em um futuro distópico onde a alta tecnologia e a interconexão entre seres humanos e computadores são elementos centrais. O protagonista, Case, é um hacker brilhante que, após perder sua habilidade de se conectar à matriz (o ambiente virtual da internet), é recrutado por uma misteriosa mulher chamada Molly para realizar um último grande golpe. Em "Count Zero", o segundo livro, Gibson apresenta novos personagens, mas mantém o cenário futurista e a temática cibernética. A história gira em torno de Bobby Newmark, um jovem contador que acaba se envolvendo com uma conspiração corporativa perigosa ao ser contratado para realizar uma tarefa aparentemente simples. "Mona Lisa Overdrive" fecha a trilogia, trazendo novamente personagens conhecidos e introduzindo novas figuras. O livro explora temas como inteligência artificial avançada, manipulação genética e a relação entre humanos e máquinas. A trama segue as histórias entrelaçadas de três protagonistas: uma jovem artista, um mercenário e uma garota prodígio de computação. Uma das contribuições mais significativas de Gibson para a ficção científica foi a introdução do conceito de "cyberspace" (ciberespaço) em "Neuromancer". Ele descreve um ambiente virtual imersivo, onde os usuários podem acessar informações e interagir por meio de interfaces neurais. Esse conceito teve um impacto significativo no imaginário popular e influenciou a forma como a internet foi concebida posteriormente. A Trilogia do Sprawl também serviu de inspiração para os irmãos Wachowski na criação da trilogia de filmes "Matrix". Muitos dos temas e conceitos explorados nos filmes, como a realidade virtual, a manipulação da percepção e a luta contra sistemas opressivos, têm suas raízes nas ideias de Gibson. Em resumo, a Trilogia do Sprawl de William Gibson, composta por "Neuromancer", "Count Zero" e "Mona Lisa Overdrive", é uma série de romances cyberpunk que se passam em um futuro distópico e exploram temas como tecnologia avançada, interconexão entre humanos e computadores, e a relação entre a realidade e o virtual. Essas obras influenciaram significativamente a ficção científica e deram origem a conceitos amplamente difundidos, como o cyberspace, além de terem inspirado a trilogia de filmes "Matrix". https://nostrcheck.me/media/public/nostrcheck.me_2438863696681795231705782377.webp "O Livro dos Códigos: Ciência do Sigilo - Do Antigo Egito à Criptografia Quântica" escrito por Simon Singh lançado em 2001. é uma exploração abrangente da história da criptografia e do poder do sigilo ao longo dos séculos. O autor mergulha na história e nas histórias por trás dos códigos secretos, revelando como eles foram usados para proteger informações e comunicações importantes. Simon Singh aborda os desafios enfrentados pelos criptógrafos ao longo da história e explora as técnicas que eles desenvolveram para superar esses desafios. O livro revela a importância vital da criptografia em momentos cruciais, como a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, onde a comunicação segura e a decodificação de mensagens desempenharam papéis fundamentais. Com clareza e acessibilidade, o autor apresenta explicações técnicas e matemáticas, permitindo que os leitores compreendam as complexidades por trás dos códigos e cifras. Além disso, o livro retrata as notáveis personalidades que escreveram e quebraram os códigos mais difíceis do mundo, destacando a genialidade e a persistência desses criptógrafos ao longo da história. Desde o Antigo Egito até os avanços modernos da criptografia, incluindo a criptografia quântica, "O Livro dos Códigos" proporciona uma visão fascinante da importância da segurança da informação e da proteção da privacidade. Essa obra envolvente e informativa mudará para sempre a visão dos leitores sobre a história e o poder do sigilo, levantando questionamentos sobre a privacidade em nossas comunicações diárias.

IA y salud mental. ¿Qué esperar?

Hace unos meses tomé un pequeño webinar organizado por la Asociación Americana de Psiquiatría (APA) sobre insights en materia de Inteligencia Artificial y práctica clínica. A partir de las notas que hice durante la sesión, me gustaría compartirles algo de lo que se mencionó en esta actividad junto con algunas reflexiones propias del tema. Pero antes de comenzar me parece importante hacer algunas distinciones sobre los diversos tipos de IAs que existen, aunque en el resto del artículo me referiré simplemente a ellas como “IAs”: **Inteligencia Artificial:** Se refiere a los sistemas que pueden realizar tareas para las que normalmente se requeriría de inteligencia humana: hacer predicciones, dar recomendaciones o tomar decisiones. **Inteligencia Aumentada:** Es una IA enfocada en realizar un rol de asistencia para la inteligencia humana, sus labores potencian en lugar de sustituir a las humanas. **Inteligencia Artificial Generativa:** Son los algoritmos que se pueden usar para crear diversos tipos de contenido, desde escritura hasta imágenes, música, código, etc. **Large Language Model:** Son modelos de lenguaje computacional que han sido entrenados con más de 10 billones de parámetros. Cada parámetro es un ajuste a las respuestas que este modelo ofrece a una determinada solicitud. Esto les permite responder de una forma natural y comprender la solicitud del usuario en función del contexto de la conversación, como ChatGPT. Ahora si, comencemos. ## ¿Miedo a la IA? Cada revolución tecnológica ha transformado la manera cómo trabajamos, aprendemos, amamos y nos relacionamos con los demás en sociedad. Es esperable que una revolución tecnológica despierte el clásico temor del ser humano de ser reemplazado por la máquina, sin embargo, lo que la historia nos ha demostrado una y otra vez es que la relación entre humano y máquina es más la de una complementariedad que una de destierro. El desarrollo de tecnologías produce también nuevos campos laborales y de estudio, es en estos nuevos campos en los que el ser humano ha encontrado desde siempre algo en lo que ocuparse. Si bien no podemos negar que existe el riesgo de que se incremente la brecha de clases, esta brecha no es nueva y sigue siendo un problema a resolver. No es algo inherente a la IA sino a la estructura de las sociedades humanas y sus relaciones económicas. ## IA y salud mental. En el campo específico de la salud mental, el desarrollo de las IAs viene a ofrecer soluciones al déficit de psicólogos y psiquiatras. Luego de la pandemia por COVID-19, quedó en evidencia que ante emergencias públicas y sociales, la salud mental brota como una necesidad para la que en este caso, en muchos lugares, el gremio se vio superado. Durante la pandemia se evidenció cómo la demanda era mayor a la posibilidad de oferta y en ese sentido, el desarrollo de herramientas que permitan que los psicólogos puedan acercarse a una población mayor me parece una ventaja que no debe ser desestimada. Basta voltear a ver países como Estados Unidos para darse cuenta lo que la dificultad de acceso a servicios de salud mental puede provocar en cuanto a temas sociales y económicos. Sin embargo, existen riesgos con la incursión de la IA en la labor clínica, empezando por la forma como en el imaginario de muchas personas la IA aparece como una solución mágica. Muchas personas han experimentado tratando de convertir a ChatGPT en un psicoterapeuta al alcance de un click. Actualmente, si le pides a ChatGPT que actúe como un terapeuta cognitivo conductual, arroja un mensaje a manera de “disclaimer” mencionando que su labor no reemplaza la atención profesional humana, y si le cuentas una situación clínica pidiéndole “ayuda” como si fuera un psicoterapeuta, elabora una serie de recomendaciones que apenas alcanzan a la consejería. https://image.nostr.build/07701bfb1e9efa0da366b935aa4cecd78ef530303b050ea927e07a6701c44917.jpg Sin embargo este uso de la IA no es el único disponible que puede interesarnos en cuestión de salud mental. ## Concretamente ¿Qué pueden hacer las IAs actualmente en el campo de la salud mental? Actualmente los alcances de la IA son muy variados, algunos implican mayores riesgos que otros, siendo algunos de estos alcances: - Apoyar en labores de documentación clínica. - Automatizar procesos administrativos como agendas de citas y pagos. - Detectar posibles errores clínicos o problemas de calidad en los servicios (en los casos de clínicas privadas o públicas). - Apoyar en revisión de literatura y labores de investigación. - Automatizar procesos de diagnóstico basándose en historiales clínicos. - Automatizar planes de tratamientos. - Utilizar análisis del fenotipo digital de los individuos para detectar patrones de riesgo o potenciales diagnósticos. ## Riesgos de la IA en la práctica clínica. Acerca de las actividades mencionadas en el apartado anterior, mis principales preocupaciones son: - El énfasis en las labores de diagnóstico y su automatización. - La privacidad de la información de los pacientes. Parece que el desarrollo de las IAs en temas clínicos está sesgado hacia el diagnóstico. Si bien esta es una posibilidad muy atractiva y que vale la pena explorar con cautela, soy escéptico de focalizar el desarrollo hacia esa parte de la labor clínica ya que el diagnóstico es apenas un punto de partida para las posibilidades de cura. Además de que todo diagnóstico siempre es provisional y susceptible a la corrección. No se si los desarrolladores que están trabajando en esas funciones tengan esto en cuenta o traten el diagnóstico como algo inamovible. Por otra parte, sobre las labores de investigación y de administración, estas me parecen excelentes ya que en ellas hay menor riesgo de que la IA influya en una intervención clínica que pueda hacerle pasar un mal rato al paciente. Aunque no soy ingenuo y estoy bastante advertido de que los humanos somos los primeros en correr el riesgo de realizar una intervención clínica que no sea la más adecuada en ocasiones. ### Sobre la privacidad y confidencialidad de los datos del paciente. El riesgo de vulneración de información clínica privada de los pacientes es algo bastante real ya que la mayoría de las IAs disponibles al público envían los datos que se ingresan en ellas a los servidores de sus desarrolladores y muchas veces también a terceros. Hay que recordar que en internet no existe garantía de privacidad, y siendo la confidencialidad de los pacientes uno de los pilares de la labor clínica, el uso de cualquier IA a la que se ingrese información de los mismos puede vulnerar la privacidad y ser susceptible de filtraciones. En el webinar de la APA se hizo mucho énfasis en este punto acerca del uso de la información privada de los pacientes, recomendando que se le hiciera saber a estos y solicitar su consentimiento si el terapeuta utilizaba su información en alguna herramienta impulsada por Inteligencia Artificial. ## Conclusión. Las inteligencias artificiales llegaron para quedarse, son parte de una de las mayores revoluciones tecnológicas y nuestra generación tiene la oportunidad de estar presente y verlas evolucionar en tiempo real. Es inevitable que estas tecnologías se conviertan en un tema al que psicólogos, psiquiatras y psicoanalistas tengamos que adentrarnos en algún momento. Es incluso parte de nuestra responsabilidad si queremos poder brindar una atención clínica capaz de responder (o decidir no hacerlo) a las demandas de la época. Si bien psicología, psiquiatría y psicoanálisis son prácticas muy distintas una de la otra, estas cohabitan en un medio en el que las mismas personas sufrientes recurren a cada uno de ellos en búsqueda de alivio. Desde mi punto de vista, esto justifica que los psicoanalistas abordemos el tema dialogando en términos psicológicos y psiquiátricos, al menos provisionalmente, y también debemos ser muy cautelosos y no sobreanalizar el fenómeno desde la teoría psicoanalítica para no quedar en ridículo como muchas veces ocurre con los sobreanálisis. Por el momento, basta con observar y describir lo que está ocurriendo en el medio. Preguntas acerca del lugar singular que la IA tiene para cada uno de los sujetos a los que escuchemos en análisis, tocará explorarlas en la privacidad de los consultorios e ir construyendo con cautela desde esa trinchera.