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El Gobierno suspende el contrato de Telefónica para la ciberseguridad del Estado por falta de presupuesto

**Por Ignacio del Castillo** | *Madrid, 2 de junio de 2026 - 05:15* Nuevo capítulo en el culebrón del mega contrato de ciberseguridad del Estado dentro del contrato CORA III, de centralización de servicios digitales y de telecos para la Administración Central. Ahora no hay partida presupuestaria para contratarlo y se suspende sine die la adjudicación a Telefónica. La mesa de contratación del CORA III, del Ministerio de Transformación Digital, resolvió el pasado 26 de mayo aceptar la resolución del Tribunal Administrativo Central de Recursos Contractuales (TACRC) que falló a favor de anular la exclusión de Telefónica del famoso Lote 3 de Ciberseguridad. Telefónica había sido excluida al considerar que uno de sus proveedores -Govertis- no disponía de Plan de Igualdad, imprescindible para contratar con la Administración. Pero el TACRC falló anular esa descalificación, como adelantó EXPANSIÓN el 20 de mayo, por lo que Telefónica volvía a ser el adjudicatario de un contrato de 63,06 millones sin IVA y se imponía a Masorange. La filial de Orange, -en una UTE con TRC y Mnemo, dos firmas de ciberseguridad- fue la primer adjudicataria del Lote 3 de ciberseguridad, ya que logró los mismo puntos que Telefónica en cuanto a oferta técnica, pero se impuso por su oferta económica más barata, de 55 millones por los 63 millones de la de Telefónica. Sin embargo, la UTE de Masorange fue descalificada también por no disponer Mnemo -uno de los socios de la UTE- del imprescindible Plan de Igualdad. ## Sin partida presupuestaria Ahora la mesa admite la anulación de la descalificación de Telefónica, pero inmediatamente después reconoce que no puede adjudicar el contrato por falta de respaldo presupuestario por "la pérdida sobrevenida de la cobertura presupuestaria del expediente, motivada por la anulación de los documentos contables de Retención de Crédito (RC) por parte de los organismos cofinanciadores", según señala el comunicado de la mesa de contratación. Los organismos financiadores del contrato son el IMSERSO (Instituto de Mayores y Servicios Sociales, dependiente del Ministerio de Derechos Sociales y Consumo), INGESA (Instituto Nacional de Gestión Sanitaria, el antiguo INSALUD, dependiente de Sanidad) y la Dirección General de Racionalización y Centralización de la Contratación (DGRCC) dependiente de Hacienda. Por tanto, la mesa ha decidido "dejar en suspenso la tramitación del procedimiento. En consecuencia, la continuidad de la actividad queda paralizada, acordándose no practicar actuación adicional alguna hasta que obre en el expediente constancia fehaciente de que los créditos correspondientes a las citadas entidades han sido nuevamente retenidos y autorizados", señala el documento. ## Después del verano En definitiva, un parón administrativo. Ahora deberá recuperarse la cobertura presupuestaria antes de volver a adjudicar a Telefónica. Eso significa que la adjudicación podría retrasarse hasta después del verano. Mientras tanto, corre el tiempo del recurso Contencioso Administrativo presentado a finales de 2025 por Masorange ante la Audiencia Nacional en contra de su descalificación. **Fuente:** https://www.expansion.com/empresas/tecnologia/2026/06/02/6a1df9b4468aebb6278b4592.html

O caso de Gonçalo Sousa

Eu só conheci a existência do Gonçalo Sousa recentemente, percebi que ele é bastante ativo online, e é seguido por uma enorme legião de seguidores, sobretudo por jovens, jovens com interesse por política, algo raro. Não acompanho profundamente, mas já assisti a vários vídeos, onde ele faz análise da política portuguesa, fiquei com uma boa impressão dele. É muito jovem, com uma excelente capacidade de argumentação e com bastante conhecimento político. A polémica começou quando a RTP, apresentou o Gonçalo como comentador político para um novo programa. A esquerda juntou toda e fez uma campanha de cancelamento, foram buscar declarações polémicas no seu passado no Twitter, levando a RTP, a afastá-lo. > «RTP "reviu a sua posição" e não vai contratar Gonçalo Sousa para novo programa devido a comentários “inaceitáveis” nas redes sociais» Depois vejo esta notícia no Expresso sobre o Gonçalo: > «Uma conta nas redes sociais divulgou publicações antigas do autointitulado “analista político”, onde este emitia comentários racistas, machistas e xenófobos. Gonçalo Sousa é ainda conhecido por ter uma das 15 contas portuguesas suspensas do X (antigo Twitter), em 2023, com ligações à extrema-direita.» A minha visão do Gonçalo é muito diferente desta apresentada pelo Expresso, mas já percebi que ele tinha um discurso mais agressivo quando era mais jovem, agora ele está muito mais moderado. Ele é muito jovem, será que ele não pode mudar? Uns podem dizer que ele é um lobo com pele de cordeiro, talvez, mas será que não merece uma segunda oportunidade, ele é bastante novo. O problema é que ele é de direita, já foi limitante no Chega, como é de direita, para a esquerda é logo intitulado de extrema-direita, é algo para abater. Eu ainda não percebi, por que é que ele foi militante do Chega, sim ele é conservador, mas “economicamente” é mais liberal, com um toque de libertário. Gonçalo Sousa considera que os posts foram descontextualizados e usados como "arma de arremesso político". Eu não acompanhei esta fase, mas olhando para a linha eleitoral do Expresso nos últimos anos, acabo por acreditar mais na palavra do Gonçalo do que no Expresso. Isto leva-nos a outra questão, a uma lição sobretudo para os mais jovens, devem aprender, tenham muito cuidado com aquilo que publicam online. Aquilo que publicam hoje, pode ser utilizado contra si no futuro, por pessoas má intencionadas. Gonçalo Sousa é um bom exemplo, aqueles posts vão persegui-lo para sempre, vai ser utilizado como uma arma de arremesso no resto da sua vida, possivelmente vai hipotecar a carreira como político e como analista na tv. Vai ser muito difícil superar isto. https://observador.pt/2025/10/16/rtp-reviu-a-sua-posicao-e-nao-vai-contratar-goncalo-sousa-para-novo-programa-devido-a-comentarios-inaceitaveis-nas-redes-sociais/ https://expresso.pt/sociedade/2025-10-15-goncalo-sousa-supremacista-e-autointitulado-macho-toxico-nao-sera-comentador-do-canal-publico-rtp-reviu-a-sua-posicao-9f81720e

S&P500, desglobalização e China

Se este movimento de desglobalização continuar, poderá provocar uma cisão no mundo geopolítico, criar dois grandes blocos económicos, uma nova guerra fria. Se isso se concretizar, quantos anos vão ser necessários para o S&P500 superar máximos históricos em termos reais, em poder de compra? Em valores nominais vai ser rápido, o governo dos EUA vai imprimir tanto dinheiro, rapidamente vai superar máximos, mas em termos reais, vai demorar muitos anos. ![image](https://image.nostr.build/eb865337f15758841c5180746fd7c482a3d354679f0d647d2904508a173fbc90.jpg ) Até agora, todo o mundo estava a investir nos EUA, mas se os países do bloco oriental, sobretudo a China, deixarem de investir em ações, obrigações e moeda dos EUA, irá provocar uma enorme redução de liquidez e na procura/demanda, não vai ser fácil ultrapassar isso. Nos US Treasury, o afastamento da China começou em 2014(1° guerra da Ucrânia), mas o movimento acelerou em 2022(2° guerra da Ucrânia). ![image](https://image.nostr.build/f4f7ccc7121f2dbf8b034368d28c5f6906ef914be3e30a2e808cab0a0f9f359b.jpg ) Os EUA, ao congelar as reservas da Rússia, ao utilizar as reservas como uma arma de guerra, “assustaram” a China e outros países. As sanções à Rússia e como esta fez para contornar as sanções foi um _case study_ para a China. Como o objetivo da China é recuperar Taiwan, sabe que sofrerá as mesmas represálias que hoje a Rússia sofre, por isso a China tem que se afastar da economia dos EUA. A China está a trocar US Treasury por outros ativos e por outras geografias, o principal beneficiado foi o ouro, um ativo soberano, que não tem problemas de contraparte. ![image](https://image.nostr.build/3abdb25512166f68f2eb46db7fa890b8bdfce2d6de1e07266bd8251fbd713c0c.jpg) Este movimento da China foi bem visível no preço do ouro no último ano, uma valorização superior a 42%. ![image](https://image.nostr.build/1c71a39b31c0322153ca4326cc018b673c4fccb7ea6949e5b9265cbc651ea8b0.jpg) Mas não é só a China que está a apostar no ouro, são diversos, mas sobretudo composta por países do bloco oriental. ![image](https://image.nostr.build/0b1f9b5f808fc9306437e9dbf9037da90743778d93094800240b10a8861713c3.jpg) Enquanto, Taiwan for a fábrica do mundo nos semicondutores, estarão protegidos pelo guarda-chuva dos EUA. Mas os EUA, estão a construir fábricas próprias, quando forem auto-suficientes, vão descartar o “guarda-chuva”, Taiwan não terá qualquer hipótese sobre o poderio da China. A China pensa sempre a longo prazo, estão apenas a aguardar, isto poderá estar para muito em breve. Se isto se confirmar, o S&P500 poderá demorar décadas para recuperar desta crise, em termos de poder de compra.

Inflação, guerra e políticos

Adoro ver os fiduciários a publicarem dados, na qual desmente declarações ou atitudes dos próprios fiduciários no passado. Quando estávamos em plena crise inflacionista, os políticos e economistas correram para as televisões e jornais a atribuir a responsabilidade da inflação, em exclusividade, à guerra da Ucrânia. «A invasão da Ucrânia pela Rússia, há dois anos, alimentou uma escalada dos preços do gás natural e da eletricidade na Europa, e o disparo da inflação para níveis históricos.» – [Expresso](https://expresso.pt/internacional/guerra-na-ucrania/dois-anos-de-guerra-na-ucrania/2024-02-21-Guerra-na-Ucrania-precos-que-escalaram-inflacao-que-disparou--os-dois-anos-que-viraram-o-mercado-energetico-do-avesso--fb8bbbbf) Mas antes de começar a guerra, a inflação(IPC) estava nos 5.3%, já em [máximos históricos](https://bpstat.bportugal.pt/serie/5721524). ![image](https://image.nostr.build/9c2f161fc9c8317080dc21d30e3a752ed375a0b8e637194e5692928896c39740.jpg) É claro que a guerra contribuiu para a subida de preço, mas não foi a principal razão. A subida generalizada de preços, vulga inflação, pode acontecer por dois fatores distintos. # Ruptura na cadeia de abastecimento Quando existe uma ruptura na cadeia de abastecimento, ou seja, um problema na oferta ou na demanda. A guerra provocou uma ruptura na oferta, sobretudo na energia e nos cereais. Na pandemia houve uma ruptura na demanda, nas máscaras e no álcool gel. Só que este tipo de inflação é temporária, de curto prazo, a longo prazo acaba por corrigir. Têm um impacto inicial, o preço dos produtos sobem rapidamente, depois a indústria ajusta-se e os preços acabam por corrigir. # Inflação monetária Ao contrário da ruptura da cadeia de abastecimento que é temporária, a inflação monetária é persistente, nunca mais volta aos valores anteriores. Esta inflação é gerada pelo bancos centrais ou bancos comerciais, através de políticas que aumentam a base monetária, para os leigos, os bancos imprimem dinheiro. O aumento da base monetária não gera inflação de imediato na economia, esse processo é demorado, os fiduciários chamam-no de tempo de transmissão. É um _delay_ que existe, desde o momento em que se aplica uma mudança da política monetária e os seus efeitos a serem visíveis na economia real. Este _delay_ pode variar entre 6 meses a 2 anos. ----------- Observando o gráfico, a subida do IPC iniciou-se a Março de 2021, mas começou a acelerar 6 meses após, muito antes da guerra. Se existe um _delay_ na causa-efeito, logo a inflação é resultante de algo que aconteceu anteriormente, vamos ver o que aconteceu nos 2 anos anteriores. ![image](https://image.nostr.build/351c61cc6c8967b87b695afe63e5f49d75790b41fd3e597659d82b15c22d0cb3.jpg) Nesse período aconteceu a pandemia e o BCE efetuou o maior aumento da base monetária, desde a criação da moeda única. O início foi no primeiro trimestre de 2020 e a inflação (IPC) começou a subir no primeiro trimestre de 2021, mais ou menos um ano, correspondente ao intervalo de tempo do tempo de transmissão. A semelhança entre a impressão do banco central (EUCBBS, em azul) e o IPC (em azul) é perfeita, apenas com um _delay_. O BCE imprimiu (QE) ~4 triliões de euros, corresponde a um aumento de ~90% da base monetária(EUCBBS), no seu pico, em Setembro de 2022. Nesta mesma data, o IPC atingiu os 9%, o que levou o BCE a implementar medidas mais drásticas para combater a subida de preços, aplicou políticas de redução de recompras de obrigações do Tesouro e a subida das taxas diretoras. As políticas surtiram efeito, o EUCBBS teve uma correção, de 8.84 triliões para 6.36 triliões, mas se compararmos de 2020 a 2024, houve um aumento de 1.7 triliões, ~37%, ou seja, o EUCBBS não voltou aos valores anterior. Passados 2 anos após a guerra, os preços da energia e dos cereais, já baixaram, estão bastante abaixo do pico. Enquanto o EUCBBS está muito longe dos valores de 2020. Para que os produtos voltassem ao preço de 2021, o EUCBBS também necessitaria voltar para valores anteriores à guerra, mas isso nunca vai acontecer. A inflação monetária não é temporária, é permanente.

Covenants e Vaults

Nos últimos tempos, os [_covenants_](https://covenants.info/) têm sido apontado como a solução para a escalabilidade do Bitcoin. De uma simplificada, os _covenants_ (convênios) são _smartcontracts_ que colocam certas restrições futuras na utilização daquelas moedas, ou seja, quem recebe não pode utilizar para qualquer fim, terá algumas restrições de uso, pré determinadas. # Soluções A comunidade está dividida entre incluir ou não _covenants_ no Bitcoin e depois entre os que querem adicionar _covenants_, estão entre si, divididos entre [Op\_CTV](https://covenants.info/proposals/ctv/) e o Op\_CAT, mas existe ainda outras. O Peter Todd fez um [excelente estudo](https://petertodd.org/2024/covenant-dependent-layer-2-review), e chegou a conclusão que o Op\_CTV seria a melhor solução. Eu não tenho conhecimento técnico para determinar qual a melhor solução, mas eu prefiro sempre o modelo mais conservador, neste caso parece ser o Op\_CTV. No meu ponto de vista é preferível ser convervador, dar um passo de cada vez, em vez de um enorme salto. Prefiro correr o risco, daqui a 2 anos chegar à conclusão que o Op\_CTV não foi suficiente, do que ter que recuar devido à atualização ter sido demasiado arrojada e ter criado vários problemas. No Bitcoin temos que ser conservadores na alteração do código. # Vaults A grande maioria só fala dos _covenants_ como uma solução para a escalabilidade, mas para mim o mais importante é que os _covenants_ vão permitir construir soluções wallets mais seguras. Para mim é primordial, o Bitcoin necessita de melhorar a custódia e criar melhores soluções para a sucessão, são os principais entraves à adoção e à auto-custódia. Com os _covenants_ é possível construir os [_vaults_](https://covenants.info/use-cases/vaults/) (cofres), que vai permitir criar sistemas mais seguros, sobretudo para as _Cold Storage_, para pessoas/empresas com muitos bitcoins. Vamos a um exemplo prático: Hoje em dia, se um _hacker_ tiver acesso à _privkey_, pode assinar a transação, enviar as moedas para um seu endereço, depois de assinado e enviado é impossível impedir o roubo. Com os _covenants_, o _hacker_ já não conseguirá, mesmo que tenha acesso à _privkey_, poderá fazer a transação mas terá que colocar 2 restrições: 1. Terá obrigatoriamente de colocar um _timelock_ para o seu endereço, ou seja, só terá acesso ao bitcoin passado um tempo previamente determinado, talvez 24 horas. 2. Obrigatoriamente, um segundo endereço também terá acesso às mesmas moedas, mas não terá _timelock_. Este segundo está determinado pelos _covenants_, é o chamado o endereço de recuperação. Assim basta a _exchange_ terem um programa (WatchTower) a monitorizar a _blockchain_. Se o _hacker_ enviar a transação, a _exchange_ terá 24 horas, para analisar aquela transação. Se for uma tentativa de roubo, a _exchange_ utilizará o endereço de recuperação para reaver as moedas, ou seja, mesmo que a segurança esteja comprometida, com a perda da _privkey_, a _exchange_ tem um meio de segurança extra, que permite recuperar as moedas. Mas não necessita de ser um _hacker_, pode ser um funcionário da empresa a cometer o crime. # Segurança Mundial Os _vaults_ são essenciais para _Cold Storage_, na minha opinião é algo que já deveria estar implementado no código. O Bitcoin está a atingir uma dimensão tal, toda a segurança é pouca. A segurança vai muito mais além do que um pequeno _hack_ a uma pequena empresa ou _exchange_, pode estar em causa a segurança nacional ou mundial. O que aconteceria ao mundo, se os iranianos ou os norte-coreanos roubassem os Bitcoins da Coinbase, são mais de 1 milhão e entre eles, estão 200 mil do governo dos EUA. No mínimo dava um conflito diplomático, mas daqui a 5 ou 10 anos, com a valorização e já com o bitcoin como uma reserva nos bancos centrais, será certamente uma guerra entre os dois países. Toda a segurança é pouca. Apesar de muitos de nós termos ideais libertários, anti-estado, não podemos esquecer que a adoção acarreta consequências e responsabilidades. Já não somos apenas uma moedinha mágica da internet criada e utilizada por _geeks_, Bitcoin está por todo o lado, até nos bancos centrais.

Degenerados

Onde anda o espírito cypherpunk? Aquele espírito revolucionário, como o objetivo de tornar o mundo melhor. Satoshi iniciou esse movimento de tentar criar um sistema financeiro melhor que o atual, mas esse espírito pouco tem crescido nos últimos anos. Apenas uma parte da comunidade do Bitcoin ou da Monero mantém esse espírito, o restante ecossistema cripto, está a seguir um caminho ridículo. É verdade que o mundo cripto/web3 desenvolveu-se brutalmente mas para uma direção errada. Ethereum nem é carne nem é peixe, é um híbrido manhoso. Não é descentralizado, mas não é centralizado o suficiente para permitir muitas transações e a baixo custo. Olhamos para o actual panorama, possivelmente as blockchains que mais crescem são a Solana e Base, projectos completamente centralizados. No anterior ciclo a Solana era um meme devido os seus problemas, estava sempre a parar, agora está a ter uma adoção massiva, como é possível? Eu tenho pensado muito sobre isto, as pessoas não querem saber da descentralização? ou simplesmente não compreendem o que é a descentralização? A descentralização é algo abstrato, possivelmente as pessoas só vão compreender a sua importância quando sentirem na pele a sua não existência, ou seja, quando os governos começarem a atacar os projectos vão compreender a importância da descentralização. O ataque ainda mal começou, eu quero ver o que vão fazer as empresas/fundações que estão por detrás desses projectos, quando os governos exigirem os KYC obrigatório, _backdoor_ e _kill switch_. Eu quero ver o que as pessoas vão fazer quando a Tether exigir KYC. Também quero ver os países com controle de capitais proibirem a Tether de prestar serviços em seu território, ou exigir o congelamento de todos os ativos. Não deverá faltar muito, para que as políticas comecem a atacar os comerciantes que aceitam stablecoins, confiscam os equipamentos, identificam as carteiras dos empresários e o dos clientes e obrigam a tether a congelar os fundos. Nem será necessário fazer a todos os empresários, basta fazer alguns e mostrar nas tvs como exemplo. Como vão reagir as pessoas quando tudo o for centralizado for atacado e seus bens confiscados? Eu acredito que nos próximos tempos vão sofrer um ataque terrível. Apesar das _stablecoins_ terem o problema da centralização, reconhece que desempenham um papel importante, especialmente em países com inflações altas e com controle de capitais, mas o restante mundo web3 está perdido. Até poderá ter coisas interessantes, não contesto, mas a esmagadora dos utilizadores querem é _pump_ e _dump_, o querer enriquecer rapidamente. É só _memecoin_, NFTs e _tokens_ sem qualquer propósito, foi tudo transformado num enorme casino em redes distribuídas. Perderam a noção da realidade e esta mentalidade atraiu um monte de scammers, é meio mundo a enganar, o outro meio mundo. Chegamos ao cumulo, em dois meses (Abril e Maio) foram [criados mais de 1 milhões de _tokens_](https://br.cointelegraph.com/news/over-one-million-new-tokens-memecoins-launch-april-solana-base), essencialmente _memecoins_. O _market cap_ das _memes_ é completamente absurdo, como é possível a Doge valer 12x mais que a Sonae, a Shiba Inu 8x e Pepe 3.4x. Como é possível, projetos sem qualquer valor, são apenas _memes,_ valerem múltiplas vezes mais que uma das maiores empresas de Portugal, que emprega quase 50 mil pessoas. O _market cap_ de Doge equivale a 9% do PIB de Portugal. Este mercado de _memes_ e de NFTs é completamente irracional. O triste é que a taxa de crescimento desses degenerados é muito superior ao restante. A comunidade de bitcoin não sai imaculada, existem também muitos degenerado entre nós. Alguns desses degenerados vivem numa ilusão que os estados não conseguem impedir as _memecoins_, porque acreditam que no último caso existirá as DEX. Aqui está o primeiro problema, a maioria dos degenerados não usa DEX. Depois terá que rodar um nó para assinar contratos, porque a Infura/MetaMask e as restantes _wallets_  também são centralizadas, logo tem que seguir as regulamentações. Acreditam mesmo que as pessoas vão rodar um nó da Base ou do Ethereum, claro que não vão. Só uma pequena parte conseguirá transacionar nas DEX, mas depois terá outro problema, caso tenha um enorme lucro com as _memes_, como vão justificar a origem dessas mais valias. A malta dos _memecoins_ não está neste ecossistema pela liberdade, está para ganhar mais FIAT, em qualquer momento vai necessitar de sair do mundo cripto para comprar o seu Lamborghini, aí as CEX, os bancos e os governos vão exigir comprovantes de origem. Os NFTs têm uma situação similar, a OpenSea e afins terão que cumprir com as mesmas regras da tradicionais CEXs, especialmente as regras de KYC/AML. Além de serem cobradores de impostos, sobretudo de IVA. Actualmente o ecossistema cripto, está a criar um bomba relógio, os _tokens_ de _restaking_, será inevitável o seu colapso. Na prática estes _tokens_ é similar à reserva fracionária, no mundo TradFi, é um castelo de carta pronto a desmoronar. Curiosamente foi este problema, o da inflação da moeda, que teve na origem da criação do Bitcoin, uma alternativa ao sistema fiduciário. Este lado cripto deixou de ser uma alternativa, começou a imitar o sistema TradFi. Voltando à centralização, eu não sou contra a utilização de serviços centralizados, ela será necessária para permitir a escalabilidade, mas ao utilizar temos que compreender os riscos inerentes, entre eles, a possibilidade da perda de fundos e que temos que cumprir a lei. A burrice é não cumprir a lei e querer utilizar coisas centralizadas. Para um bom funcionamento do sistema é imprescindível que a _blockchain_/_layer_ 1 seja descentralizada, a centralização deve acontecer apenas em serviços de terceiros ou _layers_ 2. Podemos utilizar, mas com muito cuidado e com uma pequena parte do nosso capital, em caso de perda de fundo, não seja dramático. Eu sou um maximalista, mas utilizo wallets LN custodiais, gosto de cashu, a Liquid tem alguns casos de uso interessantes. Em suma, deve ser utilizado com moderação. Uma coisa é certa, os próximos anos serão muito duros para o mundo cripto, em especial as _stablecoins_, os estados não querem perder o monopólio da moeda e do poder absoluto. No próximo mês, entra em vigor a regulamentação da Europa da _stablecoins_ As empresas estão a encontrar muitos problemas em conseguir cumprir a lei, mas o cerco ainda vai apertar mais, as lei ainda serão mais duras, ficando apenas _stablecoins_ de euro. Nas CEX as _stablecoins_ de dólar não estarão acessiveis. Estamos numa boa altura, para os degenerados refletirem bem no que estão a fazer... temos que colocar os pés no chão e voltar ao _ethos_.

Toque de Midas

![image](https://image.nostr.build/2816f51d1cb9938a2cb288a443c3433d068413ed04d8daff35fc22e3251097aa.png) Este [post do Hugo](https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978) é muito interessante, excelente para uma reflexão. Na minha opinião, na teoria a ideia é boa, mas não passa daí, apenas uma teoria. A governação/política é feita por humanos e os humanos adoram contornar as regras e manipular as populações. Desde dos seus  primórdios, o ser humano arranja sempre maneiras criativas para inflacionar a moeda. Desde de ditaduras de esquerda ou direita, passando pelas monarquias e nas democracias, qualquer que seja o espectro político, nenhum quer perder o **toque de Midas**. A situação ainda é mais complexa em democracias porque os políticos necessitam do voto popular. Os políticos beneficiam com a iliteracia das populações, estas têm muitas dificuldades em compreender o fenómeno da inflação e a sua origem. **A inflação é um imposto oculto**. Basta voltar atrás, um par de anos, quando foi apresentado a Bazuca(PRR). A proposta da Bazuca era financiada através de dívida pública e sobretudo por **inflação de moeda**. Quase ninguém contestou a proposta, pelo contrário, os políticos e empresários rejubilaram e as pessoas sonhavam com empregos, o _el dourado_. Agora estamos a pagar a factura da Bazuca, com alta inflação. Mas agora os políticos dizem que a culpa é da guerra, do Putin, do covid, dos empresários “gananciosos”, dos supermercados,  das gasolineiras, ou seja, a culpa é de todos menos dos políticos. O pior é que a maioria das pessoas acreditam nisso, porque não percebem o fenômeno da impressão de dinheiro. Apesar de existirem inúmeras manifestações, as populações não criticam os governos devido à **desastrosa política monetária**, as populações apenas estão a exigir **mais apoios sociais**, ajudas para ultrapassar a inflação. Enquanto as populações não compreenderem o problema, os políticos vão constantemente repetindo a fórmula, temos que ser honestos, ela resulta (a favor dos governos e cantillontários). <br/> Voltando ao início da proposta da Bazuca, vamos imaginar num cenário, em vez de ser a impressão a financiar, seria um confisco de 15% de todas as contas bancários em território da UE. Tanto faz ser impressão ou confisco, as consequências são similares, para a economia, para as contas dos governos e para as populações. Em suma, são a mesma coisa apenas muda o nome do imposto. Nenhum político iria propor um confisco, seria impensável de acontecer, iria gerar uma enorme revolta popular, muitas manifestações, essa proposta nunca iria em frente. Se um confisco das poupança gera revolta, porque a expansão monetária não gera sentimento igual nas populações? É apenas iliteracia financeira. <br/> Se observamos, quem tem mais hipóteses de ganhar umas eleições em Portugal? O político mais rigoroso, com contas certas ou o político que está constantemente a inaugurar obras e com muitos apoios sociais? É claro que um governo esbanjador ganha as eleições, mas para ele conseguir cumprir as “promessas eleitorais” necessita de muito dinheiro, como aumentar impostos é impopular, só lhe resta imprimir dinheiro. É irônico, as populações não gostam das consequências da inflação, mas preferem políticos que inflacionam a moeda. Como se costuma dizer, não há almoços grátis. # Euro Eu sou um forte crítico da política monetária do BCE, mas temos que ser honestos, se não fosse o euro, hoje em dia, Portugal estaria bem pior.  Desde que entrou em vigor o euro, já tivemos a crise do “pântano político”, da “fuga e incubadora”, dos “PEC”, do _Subprime_, dos bancos, da dívida soberana, do covid. As crises foram tantas, em pouco mais de 2 décadas, se fosse o escudo, ele teria sido desvalorizado múltiplas vezes. **Seríamos sem dúvida nenhuma, a Argentina da Europa.** Os pedidos de assistência ao **FMI** eram inevitáveis (mais que um), com as “ajudas” precificadas em dólares e ao mesmo tempo com “remédios”/exigências de desvalorização cambial como é o _modus operandi_ desta instituição. A dívida soberana de Portugal subiria exponencialmente de um dia para o outro. O país estaria muito pior que hoje em dia. O euro teve muita inflação, é verdade, mas é feita à velocidade que os alemães querem, se fosse à vontade dos políticos portugueses, seria à velocidade da luz. Não podemos esquecer que ainda temos pelo menos 1 partido com representação parlamentar, que defende e fala abertamente que a desvalorização cambial, como uma solução para o país. # Bitcoinização Eu já fui muito mais crente da ideia de um país exclusivamente com Bitcoin como moeda oficial, isto não significa que eu deixei de acreditar no Bitcoin, pelo contrário, a confiança é **inabalável**. Só deixei de acreditar como **legal tender**(moeda única), o Bitcoin é para ser adotado pelo povo e não por governos. Cheguei à conclusão que é impossível existir governos, sem a impressão de dinheiro. A expansão monetária é inerente ao estado. Não há um sem o outro.  A hipótese de acontecer uma bitcoinização total é tão remota, se isso acontecer, será algo a tão longo prazo, não estarei vivo para o ver, prefiro pensar em cenários mais plausíveis. Eu acredito que **deve existir liberdade de escolha**, as pessoas devem poder utilizar aquilo que acreditam que é melhor para si, a moeda deve ser uma escolha livre e não uma persuasão.  A lei de Gresham fará o resto. <br/> Apesar de eu ser um forte crítico às moedas fiduciárias, o tempo moderou o meu pensamento, deixei de ser um anti-FIAT, sou apenas pró-bitcoin. Não quero que as moedas FIAT morram, quero apenas ter a liberdade de utilizar o Bitcoin, sem restrições ou condicionalismos. Eu não quero ter FIAT, mas as pessoas têm toda a liberdade de a querer, quem sou eu para impor uma moeda aos outros, cada um faça as suas escolhas, liberdade individual acima de tudo. Eu imagino num futuro, onde os cidadãos têm apenas uma pequena parte do seu capital em FIAT, para os pagamentos diários. A parte significativa das suas poupança estará em btc. Como tem pouco em moeda fiduciária, as consequências da impressão são menores, a impressão perde eficácia. Se os comércios e empresas adotarem o bitcoin como **unidade de conta**, menos eficaz será a desvalorização da moeda nos bolsos das populações. Quanto menor a exposição à moeda FIAT, menor exposição à inflação. Cada cidadão terá a liberdade de escolher a percentagem de Bitcoin que se adequa ao seu perfil. # Legal tender Caso um dia, o Bitcoin se torne **Legal tender** em Portugal, como moeda única. Conhecendo bem os portugueses e sobretudo a incompetência dos seus políticos, certamente não seria duradouro. Quantos anos estaria em vigor? Seguramente até a primeira crise ou eleição, teríamos um [_Corralito_](https://pt.wikipedia.org/wiki/Corralito) como os argentinos. Como os portugueses acreditam nas instituições estatais e somos adversos à responsabilidade individual, a maioria teria os seus btc em **carteiras custodiais**, o estado conseguiria açambarcar e converter os btc numa nova moeda FIAT. O **Legal tender** tem esse inconveniente, as populações baixam as guardas, dão como algo seguro e garantido para sempre. Utilizam os serviços custodiais porque são mais fáceis e cómodos, até que um dia, os políticos passam a perna e ninguém conseguirá escapar.  A **bitcoinização total** não acontece simplesmente com o ato da aprovação de um decreto, ela só acontece quando o último português que tem FIAT deixa de o aceitar para trocas. <br/> Poderá também acontecer um cenário de uma moeda com _**backed**_ em BTC, vai resultar na mesma merda, o correspondente número de sats por cada moeda, o estado vai diminuindo com o passar do tempo. Vai acontecer o mesmo que o dólar em relação ao ouro. <br/> Não é por acaso que não existe nenhum país no mundo com moeda própria com _supply_ fixo. Mesmo países como a Alemanha (antes do euro) ou a Suíça, que tem bastante disciplina orçamental e rigor fiscal, nunca tiveram uma moeda com _supply_ fixo. Em **Portugal** é impossível ter essa disciplina, somos latinos, até vou mais além, nem o povo quer. Um estado sem a possibilidade de inflacionar a moeda, é como colocar um ex-alcoólatra a trabalhar numa adega e dizer que ele não pode beber. Mais cedo ou mais tarde, ele vai cair na tentação. É inevitável, o inconsciente é mais forte… O mundo só vai prosperar quando houver a separação entre a **política monetária** e o **estado**.  <br/> Se isto um dia vai acontecer? Talvez não, não sei, mas é esperança que alimenta o sonho. Mesmo sem a possibilidade de conseguir o objetivo final, alguém(nós) tem que começar a caminhada, para que os nossos filhos ou netos alcancem a meta. O caminho só se faz caminhando.  <br/><br/> Voltando ao post do [Hugo](https://twitter.com/_Hugo_Ramos_), um estado mais pequeno, a soberania e uma moeda forte seria muito bom para **Portugal**, mas só resultaria com as 3 premissas em simultâneo, mas isso apenas seria possível na teoria, porque na prática é impossível. Nenhum governo quer deixar de imprimir dinheiro diretamente ou indiretamente(BCE). Em **Portugal** é impossível ter uma moeda oficial com _supply_ fixo, **sendo impossível**, se tivermos que optar entre uma moeda FIAT local ou o euro, eu prefiro sem dúvida nenhuma o euro. A saída do euro será **desastrosa para Portugal**, voluntariamente nunca irá acontecer, mas podemos ser expulsos ou a moeda simplesmente colapsa. Assim, das 3 premissas resta-nos apenas a redução do tamanho do estado, que é essencial. Um **estado mais pequeno, mais eficaz e sem burocracias**, e já agora que estamos a sonhar alto, **sem corrupção**. Fonte: https://twitter.com/_Hugo_Ramos_/status/1715642402705137978

O reconhecer de um problema

> 10 anos com taxa de juro, extraordinariamente baixa, a nível mundial, o investimento refúgio virou para o imobiliário. Ontem em entrevista para a TVI, **António Costa** reconheceu que o problema tem origem na desastrosa política monetária, “apenas” esqueceu de falar da enorme impressão de dinheiro que houve, em parte, para financiar a sua Bazuca. <br> É verdade que a desvalorização das moedas levou o investimento refúgio para o imobiliário,  criando uma tremenda desajuste no mercado. Agora os estados estão implementando medidas/políticas mais repressivas para afugentar os investidores. Os estados estão encostados à parede, ou não fazem nada, beneficiando os **_lobbies_**, os seus amigos, ou então cedem à pressão das populações, que estão a ficar **desesperadas**, cada vez mais gente a viver na rua. Em Portugal está a acontecer algo que eu nunca imaginei, pessoas com trabalho, acima do ordenado mínimo a viver na rua. No fim das contas,  os políticos para serem reeleitos necessitam dos votos do povo, já sabemos que lado vão escolher. <br> **O que vai acontecer a estas pessoas, se a crise chegar em força?** Se com trabalho já tem dificuldades em ter casa, o que vai acontecer se existir muito desemprego. Possível a taxa de juro para a habitação vai manter-se alta por algum tempo, as poupanças das pessoas também estão a acabar. As _yields_ dos países estão em alta, somando uma dívida pública colossal que necessita de ser refinanciada, não faltará muito para que a palavra **austeridade** volte à baila. Como alguém disse no passado, a economia à beira de precipício e todos os dias dá pequenos passos em frente. Não faltará muito para cair. O aumento da oferta de habitação é algo que demora, só daqui alguns anos terá efeito, além de poder criar inflação, devido à forte procura de materiais e profissionais para a construção. Os políticos necessitam de medidas que tenham **efeitos imediatos**, cada vez mais, vão endurecer as políticas para afastar as pessoas que compram casas como investimento. Os estados vão forçar o rebentar da bolha no imobiliário. O rebentar da bolha vai criar uma recessão. <br> **Será que os bancos vão resistir?** Como vimos no início do ano, os bancos estão com problemas. Os países também têm problemas, mas com a dívida soberana e ainda por cima terão que recapitalizar os bancos. <br> **Money, money, money** As “rotativas” vão trabalhar como nunca, vão imprimir tanto… é **inevitável**. A desvalorização da moeda vai levar a uma fuga de capital, **qual será o refúgio dos investidores?** Nos últimos anos tem sido o imobiliário, mas com a possível rebentar da bolha e com políticas agressivas dos estados, será que vão optar por outra via? Tenho uma dúvida que me inquieta, se a recessão e a impressão de dinheiro for de grande dimensão, não será mais seguro os investidores manterem-se no imobiliário, mesmo que tenham perdas devido ao rebentar da bolha. Ou seja, as perdas do rebentar da bolha serão inferiores, que as perdas se optar por outros ativos. <br> **Se abandonar o imobiliário, para onde vai esse capital?** Talvez, ouro ou **bitcoin**. <br> Não sei, são demasiadas questões sem resposta. Uma coisa é certa, tudo isto teve origem numa política monetária desastrosa, na moeda fiduciária. O tempo dirá.

A não identificação do problema

[As pessoas estão a começar a sair à rua](https://observador.pt/2023/09/30/morte-aos-ricos-marteladas-na-montra-e-deputados-escoltados-a-manifestacao-pela-habitacao-em-imagens/), revoltadas com o custo de vida, a alta inflação e o alto custo das casas. A grande maioria das pessoas não tem ligação a um partido político em específico, mas os partidos políticos aproveitam a ingenuidade das populações para disseminar os seus ideais, em vez de ajudar as pessoas a identificar o problema, preferem divulgar soluções inócuas. ![](https://image.nostr.build/bc37acb867ab38a39d870f69f598f755207599a83e444859e9ba53d234089dbc.jpg) ![](https://image.nostr.build/f61502b71c620bdf270418133885ad850678e205f3192770968230df619e1cfb.jpg) ![](https://image.nostr.build/538649105a36616b78ece0e3dac8690c9b157ee3690d0405048863ac4dfceedc.jpg) ![](https://image.nostr.build/38d1e1d87e7967bd307054f5656d547439f67657bd580905de7e904967cf8e5b.jpg) O problema é que a maioria das pessoas só querem uma solução para o seu problema, mas não querem saber o que gera esse problema. Só entendendo a origem do problema, vão encontrar uma verdadeira solução. As pessoas de esquerda dizem que o problema é do capitalismo, os da direita dizem que é do socialismo. Como os mais velhos dizem: “**_Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão_**“. O problema não é do capitalismo, dos ricos, mas sim do **sistema fiduciário**. As pessoas necessitam de **saber a verdade**. <br><br> A culpa é das moedas FIAT(euro, dólar), é um cancro(câncer) que contamina toda a economia. O sistema monetário que desvaloriza a moeda continuamente, obriga as pessoas a investir, os que sabem e os que não sabem, todos somos obrigados a investir senão perdemos dinheiro diariamente. Os principais afetados são os pobres, porque não sabem investir e tem pouco dinheiro para investir. Quem tem mais dinheiro, investe em ações, mas sobretudo no imobiliário.  Provocando um problema ainda maior no mercado imobiliário, uma enorme bolha. O **imobiliário não deveria ser um investimento**, é um bem de primeira necessidade, deveria ser acessível. O irônico desta manifestação, parte dos manifestantes pertencem ou são apoiantes de partidos que defendem políticas de desvalorização da moeda, ou seja, políticas que ainda agravam mais o problema do imobiliário. É claro que alguns sabem disso, mas a maioria não tem a mínima ideia. Por isso, o mais importante é informar as pessoas, para elas entenderem qual a origem do problema do imobiliário. Sem conhecerem o real problema, as pessoas acreditam que certas medidas que não resolvem nada, ou são apenas paliativos, ou então ainda agravam mais o problema. É como querer curar um cancro na cabeça com Aspirinas, alivia a dor momentaneamente, apenas adia o problema. A maior parte dos problemas graves que estão a acontecer no sistema financeiro, na verdade não são problemas, mas sim **sintomas**, o real problema é a moeda FIAT. A única solução é uma moeda com **oferta fixa**, hard money. <br><br> Inevitavelmente terá que existir uma revolução, **separar o poder monetário, do poder político**. Tão ou mais importante, como os nossos antepassados fizeram, ao separar religião e a política.